A “fatura” vai chegar

"Sujaram" a imagem da Câmara Municipal
“Sujaram” a imagem da Câmara Municipal

O arquivamento da criação da Comissão Especial de Inquérito (CEI) definido ontem, na sessão extraordinária da Câmara Municipal de Rondonópolis, vem repercutindo negativamente junto à população, que desejava a abertura das investigações dos “imbróglios” que envolveram as aquisições de materiais emergenciais e de ventiladores pulmonares falsos pelas Secretarias de Saúde e Administração.
A abstenção do vereador Vilmar Pimentel (SD) – considerada uma omissão ante um assunto tão sério -, foi fundamental para que não se obtivesse os onze votos necessários para a abertura da CEI, que dissiparia as muitas dúvidas que se têm a respeito dos assuntos e que, até hoje, não foram esclarecidas pela administração do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD).
A omissão de Pimentel evitou que o presidente do Poder Legislativo, Claúdio da Farmácia (MDB), tivesse que desempatar o placar de 10 a 10 e que caso se posicionasse a favor do arquivamento, comprovaria o que já afirmamos em matéria anterior, que a Câmara Municipal de Rondonópolis tenha se tornado, novamente, um “Puxadinho” do Poder Executivo.
E, neste caso, pior ainda porque se quer saber do uso de recursos públicos.
Os questionamentos, todavia, continuarão existindo e vão se refletir nas urnas deste ano, porque não se pode aceitar que esses dois “imbróglios” – amplamente divulgados – não tenham sido motivo mais do que suficiente para os vereadores que votaram contra a abertura da CEI se posicionassem ao lado dos interesses do povo, que deve ser sua principal e precípua função constitucional.
Os parlamentares que votaram contra a criação da CEI “sujaram” seus nomes e a imagem do Poder Legislativo e podem ter a certeza de que vão “suar” muito para conseguir os votos necessários para sua reeleição, já que não será nada fácil argumentar que para tanto, pretendem continuar “defendendo” os interesses populares.
A nós, munícipes e contribuintes, fica mais do que claro que a decisão de ontem, no mínimo, se reveste da maior vergonha e da falta gritante de compromisso dos vereadores que a apoiaram e que não merecem mais a confiança de nos representar.
Podem escrever: na hora certa, a “fatura” vai chegar!