A importância do Teste do Pezinho

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Teste detecta problemas futuros

João Miguel Paulino nasceu em Rondonópolis e precisou ficar internado, por conta de uma infecção. Ao ser liberado do hospital, Vanessa Rodrigues de Souza Paulino levou o filho recem-nascido para fazer a segunda coleta do Teste do Pezinho, que indicou uma alteração. Ao ser avaliado por um especialista, foi identificado que ele tinha hipotireoidismo congênito. Imediatamente, os pais do Miguel começaram o tratamento na Rede Municipal de Saúde que encaminhou o paciente, para um médico especialista em Cuiabá.
O popular Teste do Pezinho ainda é o exame mais indicado para identificar doenças graves, que podem interferir na saúde dos recem nascidos. O dia 6 de junho é marcado no Brasil como o Dia Nacional do Teste do Pezinho e por isso a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alerta para a importância da realização do exame, que identificou a doença do pequeno Miguel.
Basta apenas uma gota de sangue para verificar a presença de várias doenças nos recém nascidos, realizados entre o terceiro e quinto dia de vida. “O teste é capaz de diagnosticar doenças metabólicas, genéticas e infecciosas, garantindo o tratamento precoce e impedindo complicações como atrasos neuropsicomotores e mentais. Além disso, os exames ainda podem destacar patologias mais graves de maneira precoce, evitando até a morte do bebê”, comentou Mariúva Valentin Chaves, chefe do departamento de Ações Programáticas do município.
Somente na rede pública de saúde de Rondonópolis foram realizados nos três primeiros meses desse ano 905 exames, sendo que 93 apresentaram alterações e cinco doenças foram confirmadas e, com isso, o paciente foi encaminhado para atendimento com médico especialista. No primeiro trimestre de 2017 foram coletados 889 testes, sendo que 67 apresentaram alterações e cinco foram encaminhadas para atendimento.
João Miguel Paulino, hoje com três anos de idade, continua o tratamento com medicação e atendimentos com médico especialista em Cuiabá a cada seis meses. Vanessa Paulino acredita que o diagnóstico precoce do problema do filho possibilitou que o tratamento agisse rápido e não deixasse a doença causar outras complicações. Ela comentou que na próxima consulta a expectativa é que Miguel, que hoje leva uma vida normal como outras crianças da mesma idade, deixe de tomar o remédio contínuo e passe apenas a ser observado pelos médicos em consultas de rotina.

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