Agerron: Percival Santos Muniz seria o presidente

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Percival presidiria a Agerron (Foto: Olhar Direto)
Percival presidiria a Agerron
(Foto: Olhar Direto)

O blog Estela Boranga comenta recebeu ontem, informação confidencial de altíssima fonte ligada ao Palácio da Cidadania, de que Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Rondonópolis (Agerron), alvo do projeto oportunista enviado quase em sigilo à Câmara Municipal para ser votado em regime de urgência na sessão de quarta-feira, redundaria na formação de um poder paralelo à administração do prefeito eleito José Carlos Junqueira de Araújo, o Zé Carlos do Pátio (SD), e que seria presidido pelo prefeito Percival Santos Muniz (PPS), que mesmo deixando o cargo em janeiro, continuaria mandando e desmandando nos assuntos administrativos do município.
Cargos
A fonte adiantou ainda, que os principais cargos de diretoria estariam previamente definidos, para serem ocupados pelos atuais secretários municipais Eduardo Weigert Duarte (hoje, secretário de Governo), Fabrício Miguel Corrêa (hoje respondendo pela Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito e que ocuparia a diretoria jurídica da agência reguladora), Themis de Oliveira (hoje, diretor-geral do Serviço de Saneamento Ambiental de Rondonópolis – Sanear, que acompanha Percival desde os tempo em que era deputado federal, quando o assessorava em Brasília), Juca Lemos (atual coordenador do Procon), bem como pelo atual presidente da Câmara Municipal, Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), que não foi reeleito para vereador, nas eleições deste ano.
Ciumeira
Também pelas informações repassadas ao blog, a ciumeira já estava tomando conta na “partilha” dos cargos de segundo escalão, por alguns vereadores que deram sustentação à candidatura de Percival à reeleição, mas que não foram reeleitos em 02 de outubro.
Pelo que se pode constatar, a criação da agência reguladora – sem necessidade imediata -, teria mesmo o objetivo velado, de engessar a futura administração e as posteriores, além de garantir a continuidade do grupo de Percival Santos Muniz, no “mando de campo” da cidade.
Desculpa
Nas redes sociais ontem, Percival – provavelmente, na tentativa de tentar “limpar sua barra” junto à opinião pública, depois da tentativa do “golpe de mestre” não ter dado certo – disse que, “os projetos prontos para aprovação, que ficaram suspensos pelo período eleitoral e não tiverem polêmica, serão mantidos. O que for entendido como casuísta (leia, Agerron), vamos deixar para o próximo prefeito”, e que se foi entendido como uma coisa negativa, “não custa nada retirar”.
Tempo para a retirada do projeto, tiveram ontem – um dia após a polêmica sessão -, mas que até agora pela manhã, conforme apurou o blog junto à Câmara Municipal, ainda não foi concretizada.
Votação do projeto
Veja quais os vereadores que votaram contra e a favor do projeto de criação da Agerron, para que se saiba quem realmente está ao lado dos interesses da coletividade, uma vez que – mesmo amparada pela legislação – a criação de uma agência reguladora nem sempre é assim tão necessária aos municípios, como é o caso daqueles que possuem baixo número de habitantes.
Saiba quais os vereadores que foram contrários e a favor, da aprovação do projeto da Agerron, na sessão de quarta-feira:
Contra : Adonias Fernandes e Thiago Silva (do PMDB); Cido Silva (PP); Dico (Pros); Hélio Pichioni, Milton Mutum, Olímpio Alvis e Ibrahim Zaher (do PSD); Rodrigo da Zaeli, Aristóteles Cadidé, Jailton do Pesque Pague e Marcelo Marques(do PSDB); e,Reginaldo Santos (PPS)
A favor: Cláudio da Farmácia e Dr. Manoel (do PMDB); Elton Mazette (PSC); Fábio Cardoso e Thiago Muniz (do PPS); Mauro Campos (PT); e, Roni Magnani (PP).
O presidente da Câmara Municipal, vereador Lourisvaldo Manoel de Oliveira, o Fulô (PMDB), que em casos de “quórum por maioria qualificada” (2/3) vota normalmente e nos casos de votação de maioria simples (50%+1) vota em caso de empate, durante entrevista aos repórteres que cobriram a sessão, afirmou que era favorável à aprovação do projeto.
Para finalizar, fica a pergunta: se nem Cuiabá – capital de Mato Grosso – instituiu uma agência reguladora até agora, por que Rondonópolis criaria a sua e em fim de mandato de um prefeito, que foi derrotado na tentativa de se reeleger?

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