Bolsonaro afirma que verba de auxílio-moradia era usada para “comer gente”

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Sem constrangimento (Glaucon Fernandes)

Em entrevista à Folha de São Paulo no dia 11 deste mês, o pré-candidato à Presidência da República, o deputado federal Jair Bolsonaro, que agora se filiou ao PSL, quando perguntado sobre o uso do auxílio-moradia, demonstrando cada vez mais irracionalidade em seus rompantes e sem nenhum constrangimento em falar sobre uso indevido de verba pública, afirmou à repórter que: “Esse dinheiro de auxílio moradia eu usava prá comer gente. Tá satisfeita agora ou não?”.
Veja o trecho da entrevista à Folha de São Paulo:
Repórter – O senhor falou em um vídeo no Facebook na noite de quarta, que está pensando em abrir mão do auxílio-moradia e vender seu apartamento.
Bolsonaro – Sim, olha só. O que eu devo fazer? Chegando lá em janeiro, acabando o recesso [parlamentar], vou pedir o apartamento funcional, inclusive tem mais ou menos 60m2 o meu apartamento, vou passar para um de 200m2, espero que pegue com hidromassagem, ok? Eu vou morar numa mansão, não vou pagar segurança, não vou pagar IPTU, no meu eu pago, não vou pagar condomínio, no meu eu pago, eu vou ter paz.
Repórter – O senhor utilizou, em algum momento, o dinheiro que recebia de auxílio-moradia para pagar esse apartamento?
Bolsonaro – Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio moradia eu usava prá comer gente. Tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?
Repórter – Eu estou satisfeita pelo senhor dar uma resposta.
Bolsonaro – Porque essa é a resposta que você merece. É a resposta que você merece (…) O dinheiro que entra do auxílio-moradia eu dormia em hotel, eu dormia em casa de colega militar em Brasília. O dinheiro foi gasto em alguma coisa ou você quer que eu preste continha: olha, recebi R$ 3 mil, gastei R$ 2 mil em hotel, vou devolver mil, tem cabimento isso?”.
Temos que admitir que Bolsonaro – mesmo em seu contumaz descontrole – usa de sinceridade quando diz que “comia gente”, quando muitos de seus colegas parlamentares mantem (por debaixo dos panos) amantes e “otras cositas más”, com o dinheiro do contribuinte!

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