Caixa de Pandora

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(DefesaNet)

A partir de janeiro de 2019, os brasileiros passarão a viver outra realidade, bem distante da que estávamos construindo, para termos um país cada vez melhor, com a abertura da “caixa de pandora” – artefato da mitologia grega, que continha todos os males do mundo -,  pelo novo governo federal.
Além da Reforma Trabalhista – implantada por Temer – , em que o trabalhador ficou praticamente desprotegido pela perda de direitos conquistados há muito anos, agora a classe trabalhadora brasileira será penalizada ainda mais, com a entrada em vigor do imposto que incidirá sobre movimentações financeiras (do gênero da CPMF) a ser criado pela equipe econômica do governo de Jair Bolsonaro (PSL), apesar dele ter afirmando reiteradamente e várias vezes durante a campanha, que não aumentaria e nem criaria novos impostos.
Conhecido já como “Imposto do Cheque”, o novo tributo irá transferir para os trabalhadores a contribuição ao INSS que as empresas recolhem hoje, sobre os salários dos funcionários. O tributo, de acordo com reportagem de Marcelo Correia, no jornal O Globo, incidirá sobre todas as operações, como saques e transações bancárias, com estimativa do governo federal arrecadar, ao menos, R$ 275 bilhões por ano.
“Benefícios”
A lista dos “benefícios” do novo governo também inclui uma provável tentativa de se acabar com o 13º salário, como afirmou o seu vice, general da reserva Hamilton Mourão, recentemente, bem como a aprovação da Reforma da Previdência, apresentada pelo brasileiro naturalizado americano, Armínio Fraga Neto – que presidiu o Banco Central de março de 1999 a janeiro de 2003, durante o último  mandato de Fernando Henrique Cardoso – , sob o argumento de se economizar R$ 1,3 trilhão aos cofres públicos federais.
De acordo com o texto da proposta de Fraga, serão fixadas idades mínimas iniciais (de 53 anos para mulheres e 55 anos para homens, no caso dos trabalhadores da iniciativa privada), que aumentariam com o passar do tempo, até atingir a idade mínima final de aposentadoria, de 65 anos sem diferenciação por gênero, com a instituição paulatina, de um regime de capitalização para os trabalhadores nascidos a partir de 2014 e que ingressarão no mercado de trabalho a partir de 2030, que irão contribuir para uma conta individual.
No texto, há ainda regras específicas para professores, policiais e servidores públicos.
Da Redação com O Globo e Estadão

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