Ilustração
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Segundo o promotor de Justiça Nilton Kasctin dos Santos, da cidade gaúcha de Catuípe, o Brasil se transformou num verdadeiro “paraíso”, para as multinacionais que fabricam agrotóxicos.
Essas empresas cometem várias irregularidades para vender seus produtos. Mais da metade dos agrotóxicos usados no Brasil hoje, são banidos em países da União Europeia e nos Estados Unidos.
Desde 2008, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking mundial de consumo de agrotóxicos. Imagine tomar um galão de cinco litros de veneno a cada ano. É o que os brasileiros consomem de agrotóxico anualmente, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
Contaminação
Pelos dados de organizações de saúde e também de ligados ao setor, 70% dos alimentos in natura consumidos no país estão contaminados por agrotóxicos. Desses, segundo a Anvisa, 28% contêm substâncias não autorizadas. Um estudo da Embrapa Clima Temperado mostrou recentemente que o Noroeste Gaúcho é a região que mais aplica veneno em lavouras no Brasil.
Rondonópolis
Falando em veneno, muitos leitores têm reclamado da prática utilizada por muitos, na cidade, que fazem uso de bombas de borrifação nos terrenos, ao invés de efetuar capina.
A preguiça colabora para prejudicar ainda mais a saúde dos rondonopolitanos, que nesta época do ano, devido à seca, a fumaça e a poeira, têm a saúde debilitada por sérios problemas respiratórios.
Com MaisFM

anti 2Conforme determinação da lei vigente, os anticoncepcionais só devem ser vendidos sob prescrição médica. A mulher deve passar por exames médicos completos antes de usar o medicamento.
A Anvisa e outras agências reguladoras internacionais monitoram continuamente os benefícios e os riscos do uso de anticoncepcionais, particularmente em relação ao risco de trombose venosa profunda. Sabe-se que o risco de formação de coágulos depende do tipo de hormônio progesterona presente no medicamento.
Mulheres que usam anticoncepcionais contendo drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm um risco de 4 a 6 vezes maior de desenvolver tromboembolismo venoso, em um ano, do que as mulheres que não usam contraceptivos hormonais combinados.
Mesmo assim, até o momento, os benefícios dos anticoncepcionais na prevenção da gravidez continuam a superar seus riscos. Além disso, os riscos de eventos como trombose envolvendo todos os contraceptivos orais combinados é conhecidamente pequeno.
Antes do início do uso de qualquer contraceptivo, deve ser realizado minucioso histórico individual da mulher, seu histórico familiar e um exame físico incluindo determinação da pressão arterial. Exames das mamas, fígado, extremidades e órgãos pélvicos, além do Papanicolau devem ser conduzidos.
Esses exames clínicos precisam ser repetidos pelo menos uma vez ao ano durante o uso de medicamentos contraceptivos.

Um detalhe talvez desconhecido da maioria das mulheres, é que o uso concomitante de antibióticos, antiepiléticos e anticonvulsivantes anulam a eficácia de todos os tipos de anticoncepcional.

HC de São Paulo
HC de São Paulo

O Hospital das Clínicas (HC), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, começará em agosto a treinar, capacitar e certificar médicos radiologistas intervencionistas de todo o Brasil para que eles possam usar uma técnica utilizada no HC, há pelo menos oito anos e que foi reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina: a Embolização das Artérias da Próstata, usada para tratar o crescimento benigno de próstata.
Desenvolvida pelo médico radiologista intervencionista Francisco Carnevale, a técnica é considerada minimamente invasiva porque não precisa de anestesia geral e permite que o paciente saia do hospital duas horas depois da cirurgia. Por meio de um tubo flexível de dois milímetros de diâmetro, os médicos injetam na próstata micro esferas de resina acrílica inofensiva ao organismo para diminuir o tamanho do órgão e aliviar a obstrução da uretra, permitindo a passagem da urina.
Radiologistas intervencionistas
De acordo com Carnevale, para estarem aptos a realizar a técnica, os radiologistas intervencionistas terão de fazer dez procedimentos para receber a certificação. “Esses médicos selecionarão em suas instituições pacientes candidatos a receber o tratamento. Os dados sobre esses tratamentos serão enviados ao Conselho Federal de Medicina que fará a interpretação para que, em um período de dois a cinco anos, saia uma posição oficial do conselho e esses procedimentos sejam aprovados para uso no Sistema Único de Saúde (SUS) e nos planos de saúde suplementar”.
O sucesso do tratamento, realizado em 250 pacientes, desde 2008, foi de 91%, com redução de 30% no tamanho da próstata. Dos 11 pacientes tratados no estudo inicial, 10 voltaram a urinar espontaneamente nos dias seguintes ao procedimento.
“O paciente não tem algumas complicações relacionadas à anestesia. Também não tem prejuízos para a função erétil, para a ejaculação e não tem incontinência urinária, além de parar de tomar medicamentos”. Ele destacou ainda uma diminuição de custos e menor agressão para a região da próstata.
Alerta, a seguir, para o fato de que – para que o tratamento seja indicado – é preciso uma avaliação prévia do urologista, que é o médico que conhece profundamente a doença e vai acompanhar o homem durante toda a vida. “Quando se pensar na indicação desse tipo de tratamento como alternativa, que seja uma decisão entre paciente, urologista e o radiologista intervencionista, que é o cirurgião responsável pelo procedimento minimamente invasivo guiado por métodos de imagem. A decisão é entre essas três pessoas, sempre respeitando a vontade do paciente”, finaliza.
Enquanto políticos deste país – de visão arcaica e dominadora, que têm o dever de promover o desenvolvimento e o bem-estar da população, em todos os níveis – se atem em disputas pelo Poder, instituições de Saúde estendem incontáveis benefícios ao povo brasileiro.
Com informações: Agência Brasil
Imagem: Governo de SP