Vetores são os mosquitos do gênero Haemagogus
(Foto: Fiocruz)

Segundos dados divulgados ontem pelo Ministério da Saúde (MS), o número de óbitos por febre amarela silvestre no Brasil chegou a 60. Desse total, 53 casos ocorreram em Minas Gerais, 4 no Espírito Santo e outros 3 foram registrados em São Paulo.
Conforme o G1, órgãos de saúde brasileiros foram informados de 150 casos de morte suspeitas de febre amarela desde o início no surto da doença. Entre os registros, 87 casos ainda estão sendo investigados e 3 suspeitas da doença foram descartadas.
Com Notícias ao Minuto e G1

Este, é um dos emagracedores proibidos
(Imagem: Internet)

Desde ontem, estão proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a venda e o uso dos produtos Phytoemagry, Natu Diet e Natural Dieta.
Os fitoterápicos clandestinos, eram divulgados e comercializados sem registro.
A empresa fabricante Natura Leve, que comercializava tais produtos de forma online, não possuía a devida Autorização de Funcionamento pela agência.
Determinou-se, então, a proibição, em todo o território nacional, da fabricação, distribuição, divulgação, comercialização e uso dos produtos destacados.
Redação com Ascom Anvisa

 

Nova ambulância já está em operação

Atendendo a uma solicitação feita no ano passado pelo prefeito Zé Carlos do Pátio (SD) – quando ainda era deputado estadual, mas já eleito novo gestor de Rondonópolis – o Ministério da Saúde (MS) repassou esta semana à Secretaria Municipal de Saúde, um furgão diesel Renault Master novo, modelo 2015/2016, adaptado para ambulância, para atendimento e deslocamento de pacientes.
Acessórios
No valor de R$169 mil, o veículo possui diversos acessórios como aspirador de secreção portátil, ventilador artificial eletrônico adulto e pediátrico, monitor cardio-vascular com suporte e um detector fetal, totalizando um investimento de R$ 297,3 mil.
Compõem o veículo ainda, uma maca, cilindros de oxigênio, cadeira de rodas, pranchas, extintor de incêndio, cones de segurança, lanterna portátil, GPS, sistema elétrico de iluminação artificial, sinalização acústica e luminosa de emergência, extensão de 20 metros de comprimento para tomada externa, sistema fixo e portátil de oxigênio.
“Com a nova ambulância, aumenta a disponibilidade para atender a população com transporte de qualidade e com os acessórios necessários para um melhor atendimento emergencial”, destacou a secretária interina de Saúde, Izalba de Albuquerque.
A nova unidade foi integrada ontem,  à frota local do SAMU.

Cirurgia será por laparoscopia
(Imagem: Internet)

O Sistema Único de Saúde (SUS) passará a oferecer cirurgia bariátrica por videolaparoscopia, técnica menos invasiva em comparação à cirurgia aberta. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) de ontem.
Na cirurgia aberta, o médico faz um corte de 10 a 20 cm no abdômen do paciente. Já na videolaparoscopia, são feitas de quatro a sete mini-incisões de 0,5 a 1,2 cm cada uma, por onde passam as cânulas e a câmera de vídeo. A taxa de mortalidade média da cirurgia videolaparoscópica é menor do que a da cirurgia aberta, segundo informações da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica
A recomendação da inclusão do procedimento tinha sido feita pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), em relatório de novembro de 2016.
“A evidência atualmente disponível sobre eficácia e segurança do procedimento de gastroplastia, com derivação intestinal em Y-de-Roux por laparoscopia para tratamento da obesidade grave e mórbida é baseada em revisões sistemáticas, estudos clínicos controlados e estudos observacionais”, afirma o relatório.
O documento também observa que o aumento da escala de compras dos materiais usados na cirurgia bariátrica laparoscópica, deve fazer com que o preço desses equipamentos diminua no Brasil.

(Imagem: Internet)

No SUS, a cirurgia bariátrica é indicada para pessoas que apresentem o seguinte perfil:
Com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 50
Com IMC maior ou igual a 40, com ou sem doenças associadas, sem sucesso no tratamento clínico por no mínimo dois anos
Com IMC maior que 35 e com problemas de saúde como alto risco cardiovascular, diabetes mellitus e/ou hipertensão arterial sistêmica de difícil controle, apneia do sono, doenças articulares degenerativas sem sucesso no tratamento clínico
Tratamento para varizes
O Ministério da Saúde também anunciou que o SUS passará a ter disponível uma nova técnica para tratar varizes. O chamado tratamento esclerosante estará disponível para tratamentos não-estéticos, ou seja, quando as varizes representarem um problema de saúde e não apenas uma questão estética.
A escleroterapia consiste em aplicar uma substância em forma de espuma diretamente nas varizes, até que elas desapareçam. Trata-se de uma alternativa menos invasiva ao tratamento cirúrgico para varizes.
Fonte: G1

(Foto: Divulgação)

O número de casos confirmados de febre amarela em Minas Gerais subiu para 109, segundo boletim epidemiológico divulgado ontem (30), pela Secretaria de Saúde do estado. O total de mortes confirmadas pela doença em Minas, já chega a 40. Uma das vítimas provavelmente foi infectada no município de Januária, no norte do estado, mas foi diagnosticada e morreu no Distrito Federal.
Ao todo, o estado registrou 712 notificações de suspeitas de febre amarela, em 51 municípios. Além dos 109 confirmados, 19 casos foram descartados. Os demais, seguem em análise. Setenta mortes que podem ter sido causadas pela febre amarela também estão sendo investigadas.
São Paulo e Espírito Santo também têm mortes por febre amarela, com três e um caso, respectivamente. Este já é o maior surto de febre amarela no Brasil desde 1980, quando o Ministério da Saúde passou a disponibilizar dados da série histórica. Até então, o ano com o quadro mais grave havia sido 2000, com 85 casos confirmados e 40 mortes.
Em Minas, o município com a situação mais alarmante é Ladainha, onde 10 mortes por febre amarela foram confirmadas. A cidade tem, ao todo, 19 casos confirmados e 86 em análise. Caratinga, na região do Vale do Rio Doce, também preocupa as autoridades estaduais de saúde. Embora não tenha nenhuma morte por febre amarela, já são 13 casos da doença confirmados e outros 92 em análise.
A principal ação de enfrentamento à doença é a vacinação da população. O imunizante é oferecido gratuitamente nos postos de saúde por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A aplicação ocorre em dose única, devendo ser reforçada após dez anos. No caso de crianças, o Ministério da Saúde recomenda uma dose aos nove meses e um reforço aos 4 anos.
Mosquitos transmissores
Causada por um vírus da família Flaviviridae, a febre amarela é uma doença de surtos que atinge, repentinamente, grupos de macacos e humanos. A doença é transmitida em áreas rurais e silvestres pelo mosquito Haemagogus. Em áreas urbanas, o vetor é o Aedes aegypti, o mesmo da dengue, zika e chikungunya. No entanto, não há registros no Brasil de transmissão da febre amarela em áreas urbanas desde 1942. (Com Agência Brasil)
Rondonópolis
Por enquanto, as Secretaria Municipal de Saúde de Rondonópolis, não registrou nenhum caso suspeito de febre amarela silvestre.
O mesmo se verifica em Mato Grosso, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.
Os centros e postos de Saúde de Rondonópolis, disponibilizam a vacina.
Os que forem viajar para as áreas infectadas, devem se vacinar antes de empreender viagem. 

Sintomas
Os sintomas iniciais incluem febre de início súbito, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, insuficiência de  órgãos. Entre 20% e 50% das pessoas que desenvolvem a doença grave podem morrer.

Mistura perigosa
(Foto: Internet)

De acordo com um estudo publicado recentemente no periódico científico Alcoholism: Clinical and Experimental Research, o consumo simultâneo de bebidas com cafeína e álcool, pode levar a um aumento do desejo de consumir  álcool.
A prática – chamada de bingue-, comum principalmente entre jovens, consiste em ingerir pelo menos cinco doses de bebida alcoólica, no caso dos homens, ou quatro doses, no caso das mulheres, em um período de duas horas. Esse comportamento é particularmente nocivo pois, além de aumentar a probabilidade de intoxicação, também está associado a um aumento do comportamento de risco, como dirigir embriagado, ter relação sexual sem preservativo e utilizar outras drogas.
No novo estudo, pesquisadores da Universidade Northern Kentucky, nos Estados Unidos, realizaram um experimento com 26 adultos (13 homens e 13 mulheres), da mesma idade e que tinham o hábito de beber socialmente. Ao longo de seis sessões, os participantes receberam uma das seis misturas seguintes: vodca com refrigerante descafeinado, vodca e uma bebida energética média, vodca e uma bebida energética grande, um refrigerante descafeinado, uma bebida energética média ou uma bebida energética grande.
Ao final de cada sessão os participantes precisavam classificar o seu desejo por álcool e realizavam um teste do bafômetro que media a concentração de álcool no organismo. Os resultados mostraram que ingerir a bebida alcoólica pura já aumenta o desejo por mais bebida. Quando ela é misturada a um energético, contudo, essa vontade fica ainda maior. Já a mistura de vodca com refrigerante descafeinado não obteve esse efeito.
De acordo com os autores, esse estudo fornece evidência de que a mistura de vodca (ou qualquer outra bebida alcoólica) com energético leva a um maior desejo de beber álcool, em comparação com a mesma quantidade de álcool consumida sozinha. Os resultados também são consistentes com estudos em animais que mostraram que a cafeína incrementa as propriedades de recompensa do álcool.
Efeitos no organismo
Pesquisas anteriores já haviam advertido que a cafeína mascara os efeitos intoxicantes do álcool, o que pode levar a comportamentos mais arriscados, como o beber em binge. Isso ocorre principalmente porque as pessoas não percebem o próprio nível de embriaguez.
Inicialmente, o álcool age no sistema dopaminérgico do cérebro, causando euforia e desinibição. Com a ingestão de mais doses, a bebida passa a comprometer o sistema gabaérgico, responsável por funções vitais do corpo: controle da temperatura, respiração e batimentos cardíacos.
No início da intoxicação, os sintomas são tontura, dificuldade de ficar acordado, fala enrolada e confusão mental, que começam a se manifestar em média 20 minutos após a ingestão de álcool. Depois, ocorrem os sintomas mais graves: pulso fraco e rápido, pele fria e pálida, cheiro forte de álcool saindo da pele, respiração irregular, vômito, desmaio e coma. Beber em binge pode retardar o aparecimento dos primeiros sinais de embriaguez. Assim, sem a pessoa se dar conta, aparecem os sintomas mais graves e ela precisa ser encaminhada para o hospital com urgência.
Segundo Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp, a mistura de alguma bebida alcoólica, em geral vodca, com energético, aumenta a chance da necessidade de atendimento em urgências hospitalares por efeitos agudos intoxicação alcoólica.
Mensagem contraditória
“A cafeína e a taurina, estimulantes presentes nos energéticos, disfarçam os efeitos do álcool. Ou seja, eles ocultam a sensação depressiva do álcool. Esse efeito aumenta o risco de intoxicação e inclusive de morte por excesso de álcool, já que a pessoa não tem noção do quanto já bebeu.”, explica Zila van der Meer Sanchez, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp.
Ainda não se sabe de que forma a cafeína aumenta a fissura pelo álcool, mas a especialista, que também é coordenadora do projeto Balada com Ciência da Unifesp e pesquisadora do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), acredita que pode ser um mecanismo comportamental. “O álcool, inicialmente, deixa a pessoa mais descontraída, e o energético mais alerta. Como o energético mascara o efeito depressivo do álcool, a pessoa só sente a parte positiva. Com isso, a sensação de bem-estar estimula o consumo excessivo”, explica.
Com Veja Saúde

(Foto: Eder Ribeiro/EPTV)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou hoje, que o atual surto de febre amarela silvestre deverá chegar a outros estados do Brasil. Até agora, casos da doença, foram notificados nos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Distrito Federal (todos descartados), Goiás e Mato Grosso do Sul.
A OMS informou ainda que, pelo menos por enquanto, não há evidências de que o Aedes aegypti esteja transmitindo o vírus, causando uma expansão urbana. Os casos confirmados são registrados nas zonas silvestres, rurais e de mata, com transmissão por meio dos mosquitos Haemagogus e Sabethes.
No entanto, o risco de que indivíduos viajem para áreas de dentro ou fora do Brasil onde os mosquitos Aedes estejam presentes, foi assumido pela organização.
“É esperado que casos adicionais sejam detectados em outros estados do Brasil, devido ao movimento interno de pessoas e de macacos infectados, além do baixo nível de cobertura vacinal, em áreas que antes não estavam em risco de transmissão de febre amarela”, informa o boletim.
O Ministério da Saúde (MS) afirmou esta semana, que reforçará o estoque de vacinas da doença em 11,5 milhões de doses.
Com G1

O mosquito Haemagogus leucocelaneaus, é um dos vetores da febre amarela silvestre
(Foto: Josué Damacena/IOC/Fiocruz )

De acordo com novo informe divulgado ontem pelo Ministério da Saúde (MS), o Brasil tem 555 casos suspeitos de febre amarela; 5 a mais, que no balanço do dia anterior. Do total, 442 casos permanecem em investigação, 87 foram confirmados e 26 descartados. Dos 107 óbitos notificados, 42 foram confirmados e 65 ainda são investigados.
Estados
Os casos foram identificados em Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal — este último, no entanto já descartou todos seis os casos notificados. Minas Gerais continua sendo o estado com o maior número de registros, até o momento: 504 notificados, 83 confirmados, 19 descartados e 402 em investigação.
Goiás, que na quinta-feira aparecia no balanço com apenas um caso, agora aparece com 2, ambos ainda em investigação.
Vacinação
Moradores ou pessoas que pretendem visitar regiões silvestres, rurais ou de mata devem se vacinar no Sistema Único de Saúde (SUS). A transmissão da doença, que ocorre pela picada dos mosquitos Haemagogus e Sabathes – exclusivos desses ambientes, são os vetores da febre amarela silvestre – , pode ser possível em grande parte do território brasileiro. O Aedes aegypti também é transmissor da febre amarela, mas apenas em área urbana.
O Ministério da Saúde lembra que, em situações de emergência, a vacina pode ser administrada já a partir dos 6 meses. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias para garantir a imunização já após a primeira aplicação.
Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.
Contraindicação
Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.
Com G1/MS

(Imagem: Gettyimages)

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) negou o pedido de patente do medicamento usado para prevenir a infecção pelo vírus HIV, o causador da aids. O anti-retroviral, cujo nome comercial é Truvada, combina duas drogas, o tenofovir e a emtricitabina, e é a base de uma nova linha de prevenção à aids, a chamada profilaxia de pré-exposição (PrEP). O medicamento deve ser tomado por meses, diariamente, para proteger no caso de uma possível exposição ao vírus. Ele impede em mais de 90% dos casos a infecção pelo vírus HIV e deve ser usado como método complementar ao sexo seguro.
A incorporação do Truvada como PrEP à política brasileira de combate à aids deve voltar a análise na Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) a partir de fevereiro. A adoção do método de prevenção para populações vulneráveis, homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo, e para parceiros sorodiscordantes é considerada por especialistas e grupos de apoio como medida fundamental no controle da epidemia. A negação do pedido de patente pode abrir caminho à incorporação. “O argumento de preço não existe mais na discussão”, afirma Pedro Villardi, coordenador do Grupo de Trabalho Sobre Propriedade Intelectual, entidade que quer diminuir o impacto do custo das patentes na saúde pública. “Com o mercado aberto, a tendência é que a incorporação fique mais simples. Se os preços estão mais baixos, a política se torna mais exequível.”
Por lei, os genéricos são mais baratos – no mínimo 35%. O Truvada, produzido pela farmacêutica americana Gilead, a requisitante da patente no Brasil, é considerado um medicamento de alto custo. Nos EUA, onde é usado como PrEP desde 2012, um mês de tratamento já chegou a custar US$ 1.000 por mês. Há uma versão genérica no Brasil, desenvolvida pela farmacêutica Blanver, de Taboão da Serra, São Paulo. O pedido de registro foi encaminhado à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O INPI considerou que não houve atividade inventiva na formulação do Truvada. Esse é um dos pré-requisitos para a concessão de patente, que dá ao inventor o direito de explorar comercialmente o produto por, no mínimo, 20 anos. De acordo com a análise do INPI, o uso de duas ou mais drogas como terapia antirretroviral já era conhecido antes do depósito de pedido de patente no Brasil, em 2004. “A formulação de drogas em uma única preparação é um objetivo lógico para o técnico no assunto”, diz o relatório. O INPI também considerou que não houve inovação na técnica para unir as duas drogas em um único comprimido. “As composições podem ser preparadas com qualquer método conhecido da técnica, não havendo indícios de grandes dificuldades farmacotécnicas”, diz o relatório. “O fato é que foram empregadas técnicas farmacêuticas rotineiras, como granulação úmida dos ingredientes com uma solução aquosa, secagem e compressão, sendo obtida uma composição com características satisfatórias.”
Em dezembro de 2015, o pedido de patente do Truvada já fora considerado inadequado pela Anvisa, que também deve dar sua anuência no registro de patentes de medicamentos. Uma decisão judicial anulou o parecer e permitiu o prosseguimento do processo no INPI. Em agosto do ano passado, um parecer do órgão já indicava à Gilead que ele não considerava o medicamento passível de proteção patentária. A empresa apresentou novos documentos para embasar o pedido, analisados pelo INPI antes de publicar a negação da patente ontem (24/1). A Gilead tem 60 dias para recorrer da decisão.
Com Revista Época

(Foto: Ascom Campos)

Face aos casos suspeitos e confirmados(inclusive, com registro de óbitos) de febre amarela silvestre, o Ministério da Saúde (MS) anunciou ontem, que vai reforçar os estoques, em todo o país, de vacinas contra a doença com 11,5 milhões de doses. Deste número, 6 milhões de unidades já serão enviadas aos estados afetados nos próximos dias, de acordo com a necessidade de cada área.
As outras 5,5 milhões doses de vacinas estão envasadas, disponíveis em um estoque que pode ser acionado a qualquer momento, segundo o MS. Todas as vacinas de febre amarela usadas no país, são produzidas no Rio de Janeiro, pelo Instituto Bio-Manguinhos, ligado à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro já receberam reforços nas últimas semanas, por terem identificado surtos ou estarem em área próxima dos casos registrados. Até ontem, segundo o ministério, 5,5 milhões de doses já tinham sido distribuídas.
Segundo o boletim mais recente do Ministério da Saúde, emitido ontem, 40 mortes tiveram ligação confirmada com a febre amarela silvestre, em todo o país — 37 em Minas Gerais e 3 em São Paulo. Outros 49 casos são investigados. Ao todo, 438 pacientes tiveram suspeita de infecção pelo vírus e 70 casos foram confirmados. Um novo boletim deve ser divulgado hoje (26).
Rondonópolis
Em Rondonópolis, segundo apurou o Blog Estela Boranga Comenta junto à secretária-Adjunta de Saúde, Izalba Albuquerque, nenhum caso suspeito de febre amarela silvestre foi detectado e há vacinas disponíveis em todas as unidades de Saúde do Município.
Izalba lembra que aqueles que forem viajar para as áreas afetadas, em que há casos confirmados da doença (MG, BA, SP, ES), devem tomar a vacina antes de empreender viagem a essas regiões, “não somente para se protegerem, mas também evitar o contágio e trazerem o vírus incubado, para seus locais de origem, o que pode causar a disseminação da doença em solo mato-grossense”, alertou ela.
A secretária-Adjunta adianta ainda que mesmo que a pessoa tenha se vacinado uma vez contra a febre amarela, deve tomar a dose novamente. “Os que tomaram a vacina há dez anos ou mais, devem tomar a dose novamente, para iniciar o ciclo de reforço”, concluiu.
Quem deve se vacinar?
Além dos que pretendem viajar para as regiões afetadas, em situações de emergência a vacina pode ser administrada a partir dos 6 meses de idade. O indicado, no entanto, é que bebês de 9 meses sejam vacinados pela primeira vez. Depois, recebam um segundo reforço aos 4 anos de idade. A vacina tem 95% de eficiência e demora cerca de 10 dias, para garantir a imunização após a primeira aplicação.
Pessoas com mais de 5 anos de idade devem se vacinar e receber a segunda dose após 10 anos. Idosos precisam ir ao médico para avaliar os riscos de receber a imunização.
Por causar reações, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não recomenda a vacina para pessoas com doenças como lúpus, câncer e HIV, devido à baixa imunidade, nem para quem tem mais de 60 anos, grávidas e alérgicos a gelatina e ovo.
Com G1