Cunha: patrimônio pode ser 50 vezes maior do que o declarado

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(Foto: Exame/Abril)
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Os investigadores da Operação Lava Jato levantaram a suspeita de que o ex-deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – preso pela Polícia Federal (PF), na quarta-feira desta semana – possa ter um patrimônio 50 vezes maior do que foi declarado à Receita Federal (RF). Cunha foi notificado oficialmente de que é réu na Justiça Federal do Paraná, na ação que trata da existência de contas na Suíça em seu nome e também do recebimento de US$ 1,5 milhão pela aquisição da Petrobras de um campo petrolífero em Benim, na África.
A defesa tem 10 dias para apresentar a defesa prévia, mas seu advogado quer que ele seja solto antes disso. “Tomaremos todas as medidas cabíveis para que essa prisão seja muito rapidamente relaxada. para isso será impetrado um habeas-corpus e também outras medidas que sejam possíveis e que vão ser decididas tão logo a gente conclua essa análise que deve ser concluída muito brevemente”, diz Marlus Arns, advogado de Cunha.
Os delegados da força-tarefa ainda não marcaram uma data para ouvir Cunha, mas a expectativa é que o ex-deputado explique, principalmente, a origem do patrimônio dele.
Patrimônio declarado
O Ministério Público Federal (MPF) afirma que Cunha declarou um patrimônio de US$ 20 milhões, quando abriu uma conta em um banco suíço em 2007. Esse valor é 53 vezes maior, do que o que ele declarou no imposto de renda do mesmo ano: R$ 1,2 milhão, segundo os procuradores.
A Lava Jato também vai buscar mais detalhes da relação de Cunha com o grupo Constantino, dono da companhia aérea Gol e de várias empresas de ônibus.
Uma das empresas de Cunha, a Jesus.com, recebeu de várias empresas ligadas ao grupo Constantino, pagamentos que somados chegam a R$ 2,8 milhões.A empresa GDAV, que está no nome dos filhos de Eduardo Cunha, recebeu mais R$ 1 milhão de empresas do grupo.
Para os procuradores, não existe nenhum indício de que a Jesus.com e a GDAV tenham prestado qualquer serviço relacionado aos valores depositados.
A suspeita do Ministério Público é de que Cunha tenha recebido esses valores, para favorecer as empresas de ônibus da família Constantino.
Em 2015, quando ainda era presidente da Câmara, Cunha criou uma comissão para analisar a isenção de impostos para empresas de transporte.
O transporte coletivo urbano de Rondonópolis, também é explorado há várias décadas, pela família Constantino.
Sem concorrência, of course! 

G1 PR

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