Cunha se negou a fazer exame para comprovar aneurisma

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Comunicado da recusa
(Foto: Divulgação Sesp/PR)

A avaliação médica que seria feita em Eduardo Cunha na tarde de hoje em Curitiba, para comprovar a existência de um aneurisma que teria no cérebro, não se realizou por ele ter se negado a se submeter ao exame. Cunha falou sobre a doença ao juiz federal Sérgio Moro durante uma audiência da Operação da Lava Jato, na manhã de ontem.
Ainda conforme o diretor do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná (Depen), Luiz Alberto Cartaxo de Moura, é a segunda vez que o ex-presidente da Câmara dos Deputados se nega a ser examinado. Por conta da nova recusa de Cunha, Cartaxo afirma que “uma pena leve será colocada na sua ficha carcerária”.
Em coletiva na tarde de hoje, Cartaxo disse que o aneurisma, se comprovado, não exclui a custódia do deputado cassado, já que o aneurisma pode se romper em qualquer lugar, como na casa dele. “Mesma condição, ele teria dirigindo um carro”, exemplificou.
O diretor do Depen garantiu que a pressão arterial do ex-presidente da Câmara é controlada com frequência e que ele toma a medicação necessária.
“Afirmação de que o Complexo [Médico-Penal] não oferece condições de custódia, eu contesto. Oferece para qualquer paciente na condição que ele diz ter [de aneurisma cerebral”, disse.
Atualmente, Cunha está detido no Complexo Médico-Penal (CMP) em Pinhais, em Curitiba.
Leia abaixo o relato de Luiz Alberto Cartaxo de Moura, sobre o caso:
“Ainda relativamente à questão que envolve Eduardo Cunha e o seu alegado aneurisma, revelado durante audiência na Justiça Federal no dia 7 de fevereiro, hoje, dia 8 de fevereiro de 2017, no início da manhã, o custeado Eduardo Cunha foi instado a realizar exame capaz de dizer se, efetivamente, ele é portador desta enfermidade.
O custeado negou-se terminantemente a fazer este exame e colhemos o depoimento dos médicos. E, na presença desses médicos, ele afirmou que não faria o exame.
Ressalto, ainda, que essa enfermidade foi revelada no dia 21 de dezembro ao corpo médico do CMP [Complexo Médico-Penal], que solicitou à família e aos advogados que fossem encaminhados os exames e os documentos comprobatórios de tal situação, o que até hoje não aconteceu.
Então, por duas vezes, já se tentou comprovar a existência deste aneurisma e, por duas vezes, isto não foi possível. Quero dizer que a negativa por parte de Eduardo Cunha em realizar exames determinados pelo corpo clínico do Complexo Médico-Penal, nos termos das leis de execuções penais, constitui infração leve. Ou seja, o Conselho de Disciplina será aplicado a Eduardo Cunha e uma pena leve será colocada em sua ficha carcerária.
Este é o relatório que temos a fazer e esta é a posição definitiva do Depen, em relação a esta questão que envolve o aneurisma. Informo, também, que tudo isto está sendo regiamente comunicado ao juiz federal doutor Sérgio Moro, uma vez que se trata de preso provisório, sob a égide daquele juiz.”
Com G1 PR

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