Ele, de novo!

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Sem senso de ridículo
(Moreira Mariz/Agência Senado)

Em mais um lance de seu insosso currículo como político, o senador mato-grossense José Medeiros (Pode) protocolou na segunda-feira (24), uma representação contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) no Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, pela entrevista que ela concedeu à rede de TV Al Jazeera, do Qatar, este mês, na qual afirmou que a prisão do ex-presidente Lula tem motivação política e pedia a todos que se unam na luta (democrática) para libertar o ex-presidente.
Talvez no intuito de aparecer um pouco mais na mídia – como se já não bastasse os imbróglios intempestivos que protagonizou desde que assumiu o cargo, em substituição a Pedro Taques (PSDB-MT)-, Medeiros não se importou em passar por ridículo, a exemplo de sua colega Ana Amélia Lemos (PP-RS) – a “Ana do Relho”  -, que confundiu a rede de comunicações Al-Jazeera com a rede terrorista Al-Qaeda e que vociferou na tribuna do Senado no dia 20, que Gleisi Hoffmann havia transgredido a Lei de Segurança Nacional, dando a entender que a presidente nacional do PT teria conclamado o Estado Islâmico (EI) a invadir o Brasil.
O documento encaminhado por ele – uma Petição ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar (PCE) 5/2018 – alega que Gleisi Hoffmann afrontou de forma grave o ordenamento jurídico do país e abusou das prerrogativas constitucionais asseguradas aos membros do Congresso Nacional (inciso I do art. 5º da Resolução 20/1993).
Bem ao estilo arrogante de seus companheiros iniciais de senatoria, o agora denunciado e “mais sujo do que pau de galinheiro”  Aécio Neves e Aloysio Nunes (ambos do PSDB), Medeiros justificou mais essa “bravata” sua, como quebra de decoro da senadora petista, enfatizando que “ ela não reúne mais as condições de representação do povo brasileiro, aqui no Senado”.
Gleisi Hoffman deu a entrevista na metade deste mês, à TV Al-Jazeera, com o mesmo conteúdo das entrevistas concedidas à BBC (de Londres), à agência EFE (Espanha), à TV SIC (Portugal), à Agencia France-Presse (França).
Alguém da assessoria do senador, precisa alerta-lo de que o senso de ridículo tem limites!

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