Gilmar Fabris é alvo de mandado de prisão pela Polícia Federal

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Por ocultar provas, Fabris teve mandato de prisão expedido pela Justiça
(Marcos Lopes/ALMT)

Em decorrência de não ter sido encontrado pela Polícia Federal (PF) em sua residência em Cuiabá ontem e, principalmente por saber com antecipação de que a PF faria busca e apreensão no local – feita hoje pela manhã – o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), que é vice-presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), teve decretado contra si mandado de prisão, por obstrução à Justiça (ocultação de provas).
Rondonópolis
Fabris teria vindo para Rondonópolis –  de onde é oriundo e também possui residência – nas primeiras horas da manhã de ontem, e ao tomar conhecimento hoje de que há mandado de prisão aberto contra ele, estaria retornando a Cuiabá, para se apresentar na Superintendência da Polícia Federal.
O deputado é um dos citados na delação de Silval Barbosa (PMDB) à Procuradoria Geral da República (PGR), como beneficiário também do “mensalinho”.
Num dos vídeos entregues por Silval à PGR, Fabris reclama do valor do repasse em relação aos demais envolvidos.
Conforme o delator, a propina recebida por Gilmar Fabris era no sentido dele dar apoio à gestão do ex-governador na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
Nota
Em nota repassada à imprensa, Gilmar Fabris nega que tenha agido de forma a destruir provas ou obstruir a Justiça.
“Com relação ao pedido de prisão autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, o deputado estadual Gilmar Fabris (PSD) nega que tenha agido para destruir provas ou obstruir a Justiça.
O parlamentar estava desde ontem em Rondonópolis. Ao tomar conhecimento da ordem de prisão pegou a estrada em direção a sede da Polícia Federal em Cuiabá para se apresentar acompanhado dos seus advogados de defesa.
A legislação autoriza a prisão de parlamentares somente em caso de flagrante ou crime inafiançável, o que não se enquadra ao caso e será questionado pela defesa.”

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