Governo quer aumentar preço de medicamentos emergenciais

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Andando na contramão da lógica e em mais uma medida anti-social  e impopular (a primeira foi a queda dos preços dos combustíveis nas refinarias, mas aumento nos postos de abastecimento), o governo de Michel Temer (PMDB) pretende editar uma medida provisória (MP) para permitir que, em casos emergenciais como calamidades e epidemias, os preços dos medicamentos sejam elevados.
A declaração foi feita ontem pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros,  ontem, durante reunião da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), sob a justificativa de que a medida está sendo tomada, principalmente, devido aos aumentos dos casos de sífilis no país e de que o medicamento utilizado no tratamento da doença, a penicilina benzatina, é importado e o governo não tem conseguido comprar quantidades suficientes para atender a demanda.
Hoje, os aumentos de remédios correspondem ao reajuste da inflação. Com a medida, o governo visa a elevar o preço do medicamento e tentar despertar o interesse da indústria farmacêutica nacional para a produção desse tipo de remédio, cuja produção – segundo ele – evitará que o Brasil venha a ter uma epidemia da doença, por falta da penicilina.
Além do aumento ilógico e incompreensível, a declaração do ministro pode estar deixando transparecer nas entrelinhas, que o mercado nacional será escancarado ao capital estrangeiro, o que já se tornou hábito do governo Temer.
Senão, vejamos: Ricardo Barros disse ainda que o governo está trabalhando para agilizar as Parcerias de Desenvolvimento Produtivo (PDPs), para produção de medicamentos similares e que já houve reunião com os órgãos competentes. “Nós deliberamos todos os recursos e pendências que haviam. E aqueles parceiros que foram escolhidos, públicos e privados, nacionais e estrangeiros, que detém tecnologias, estão com as parcerias autorizadas. Esperamos um investimento de R$ 6,4 bilhões, a partir de agora, para os próximos dois anos, com a geração de 7,4 mil de empregos nessa área sendo 350 pesquisadores”.
Portanto, travestida de benefício, a medida provisória abre o mercado aos poderosos conglomerados farmacêuticos, ao invés de incentivar e custear pesquisas aos cientistas brasileiros e fomentar a produção nacional.
Se já entrou para a história como golpista, Michel Temer, com ações impopulares (vide a reforma da Previdência, por exemplo) firma-se também, amparado pela “legalidade”, como um grande defensor dos interesses estrangeiros.
Abre o olho, Brasil!

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