Lava Jato deve gerar ‘filhotes’ em quase todos os Estados

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A PF vai ter muito trabalho, pela frente(Montagem: Internet)

Março deve marcar a colocação em prática dos resultados esperados das “delações do fim do mundo”, feitas por executivos e ex-executivos da Odebrecht, tão esperados para fevereiro, mas que em virtude da morte do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, em 19 de janeiro passado num acidente  aéreo,  cujas causas ainda não foram divulgadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram prorrogados.
Pedidos a Fachin
Segundo matéria da jornalista Cristiana Lôbo, postada ontem na página on line do G1, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá encaminhar nos próximos dias ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, cerca de 200 pedidos que vão desde a abertura de inquéritos para investigar políticos ao fim do sigilo de delações feitas por dirigentes e ex-dirigentes da empreiteira Odebrecht.
Filhotes
A Lava Jato deverá gerar “filhotes” no Judiciário em todo o país porque, segundo investigadores, as delações da Odebrecht envolvem obras em praticamente todos os Estados e citam ex-governadores, deputados estaduais ou prefeitos que devem ser investigados pelos tribunais estaduais.
É o caso, por exemplo, das fases Calicute e Eficiência, no Rio, que levaram para a prisão o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista.
A PGR deve pedir, ainda, o desmembramento de processos para remeter ao STJ os casos relativos a governadores. Os de desvio de recursos públicos na Petrobras envolvendo pessoas sem foro privilegiado devem ser enviados para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal.
Sem folga
O grupo de trabalho da PGR analisa as delações desde dezembro e continua trabalhando neste período de carnaval para entregar todos os pedidos relativos às 78 delações premiadas da Odebrecht, ainda nesta semana.
Segundo investigadores, a regra será o pedido de fim do sigilo dos inquéritos, com exceção para casos em que a divulgação pode atrapalhar outros passos da investigação.
Até aqui, o ministro Fachin tem seguido os procedimentos que vinham sendo adotados pelo antecessor na relatoria da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no mês passado. Mas há a avaliação de que, nos próximos meses, ele adotará estilo próprio, que ainda não é conhecido.
Portanto, o desencadeamento do pânico total entre a politicalha corrupta, é somente uma questão de tempo, porque as “batatas” dos envolvidos “já estão assando”.
Fonte: Cristiana Lôbo/G1

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