Ligações duvidosas

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Bolsonaro empossou os três ontem
(Agência Brasil/EBC)

Jair Bolsonaro deu posse ontem, a Pedro Guimarães – dono do Banco Plural e especialista em privatizações – como presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), que possui doutorado em Economia pela Universidade de Rockester (EUA).
Não seria nada de mais, se Guimarães não fosse genro de Leo Pinheiro ( ex-executivo da empreiteira OAS, participante de esquema de propina revelado pela Operação Lava Jato) e delator de Lula, no caso conhecido como “Triplex do Guarujá”, que serviu de base (inconsistente) a Sergio Moro, para determinar a prisão do ex-presidente.
No mesmo ato, foi empossado na presidência do BNDES, Joaquim Levy – ministro da Fazenda no governo Dilma Rousseff, que até ser convidado a participar do governo Jair Bolsonaro, ocupava o cargo de diretor do Banco Mundial, em Washington (EUA).
Joaquim Levy é simpático a métodos econômicos ortodoxos, como bem demonstrou quando foi ministro de Dilma, quando adotou medidas amargas que não foram bem recebidas pelos brasileiros, causando com isso, antipatia gratuita à ex-presidente e colaborando para afundar seu governo.
Na presidência do Banco do Brasil (BB), assumiu o economista Rubem Freitas Novaes , colega do ministro da Economia, Paulo Guedes, na Universidade de Chicago, centro propagador do neoliberalismo e participante da equipe de consultores da campanha Jair Bolsonaro à Presidência da República.
Com passagens pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), Novaes foi denunciado em 1999, no governo de Fernando Henrique Cardoso (FHC) por repassar informações ao mercado financeiro no caso MarkaFonteCindam, sendo, ao final do processo, absolvido da acusação como os demais envolvidos.


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