Lula é indiciado em mais uma ação pela PF

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Virou a bola da vez
(AFP)

Lula virou a bola da vez. A pecha de corrupto está sendo dirigida de forma crescente para o ex-presidente, enquanto outros denunciados e que respondem a processos cabeludos na Justiça, estão de boa. Livres, leves e soltos.
Em mais uma ação ontem, a Polícia Federal indiciou Lula por suposto envolvimento na venda da Medida Provisória 471, em um desdobramento da Operação Zelotes. No entendimento da PF, ele teria praticado o crime de corrupção passiva ao participar do esquema.
Este segundo semestre do ano, será crucial para Lula que já começou a receber “bala”, de tudo quanto é lado, principalmente depois que pesquisas indicam a continuidade de sua popularidade e como primeiro colocado para vencer as eleições presidenciais do ano que vem.
No dia 20 de junho, o juiz federal Sérgio Moro deve prolatar a decisão sobre o apartamento tríplex 164-A do edifício Solaris, no Guarujá (SP).
Ontem, José Adelmário Pinheiro Filho, o Léo Pinheiro – ex-presidente da OAS, que já havia declarado que o triplex é de Lula –  anexou ao processo penal em que também é réu, documentos que confirmariam o declarado em seu depoimento, de que a OAS pagou de propina R$ 3,7 milhões ao ex-presidente.
O documento não tem validade em processos penais e tem peso, apenas, como ferramenta de investigação da PF. Em resposta, a defesa de Lula disse que “repudia toda e qualquer ilação sobre seu envolvimento em atos ilícitos a respeito da edição da MP 471, alvo da Operação”.
Defesa
Os advogados de Lula, Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira alertaram que nem sequer tomaram conhecimento do indiciamento. “Desconhecemos o documento emitido hoje pela Polícia Federal, mas reforçamos que Lula foi submetido, nos últimos dois anos, a verdadeira devassa e nenhuma prova foi encontrada, simplesmente porque não houve de sua parte qualquer ato de corrupção, ao contrário do que tem afirmado seus acusadores”, afirmou a defesa em comunicado.
Investigação
A investigação da PF apura a venda da medida provisória 471, que estende incentivos fiscais a montadoras e fabricantes de veículos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, como forma de interesse. Segundo o documento da PF, não apenas Lula, como também outras 12 pessoas, incluindo ex-ministros do governo do ex-presidente e empresários, foram apontados como alvos do inquérito.
O relatório da Polícia Federal segue agora para o Ministério Público, que analisa se há a necessidade de mais diligências para incrementar na investigação e, somente então, verificar se é o caso de apresentar uma denúncia oficial à Justiça.
Da Redação com GGN

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