MPE vai investigar caso de “fura-fila” em Rondonópolis

"Espertinhos" vão se dar mal (Ilustrativa)
“Espertinhos” vão se dar mal
(Ilustrativa)

A partir de uma denúncia feita com base na matéria do blog do dia 26 de março deste ano, o Ministério Público Estadual (MPE), por encaminhamento do Ministério Público Federal (MPF), deverá apurar um possível  crime de “fura-fila” na vacinação contra a covid-19, em Rondonópolis, que teria sido praticado por uma jovem de 20 anos, sem doenças preexistentes, sem estar enquadrada em grupo prioritário de imunização e que não seria profissional de saúde, a qual postou nas redes sociais imagens suas sendo imunizada contra o coronavírus, antes de ter direito, para tanto.
Na denúncia ao Ministério Público feita por terceiros, foi solicitado que se realizassem as devidas diligências para averiguar “possíveis violações e irregularidades na fila de vacinação em Rondonópolis, bem como a origem dessa facilitação de vacinação irregular, que viola o Plano Nacional de Imunização”, para a tomada das providências legais cabíveis.
Intimidação
No mesmo dia da postagem da matéria, fomos alvo de “intimidação” através de uma rede social, por parte de um estagiário em Direito, que já foi secretário municipal de Administração e que não possui a devida licença para representar juridicamente, segundo apuramos junto à seccional local da OAB,  que, dentre outros, nos dava prazo até o final do dia para retirar a matéria de nossas páginas, senão seríamos processados por seu “escritório” (?), ao qual indagamos (e não recebemos resposta) por qual motivo, já que na matéria não constava o nome da “fura-fila” e nem tampouco da empresa de serviços odontológicos, que ele alegava ter sido prejudicada pela exposição que não houve em nosso texto jornalístico.
Apesar de termos os áudios – pelos quais nós sim, poderíamos processá-lo por intimidação e também por falsidade ideológica – vamos ter a consideração de não disponibilizá-los aqui, para que o tal “defensor” repense suas ações impetuosas, que pelo tom de voz usado nas palavras ditas nas conversas, aparentam terem sido proferidas por tomada de “dores pessoais”, muito mais em relação à pessoa física, do que à pessoa jurídica.
Por outro lado, esperamos que a investigação desse caso pelo MPE, possa apontar e responsabilizar outros prováveis “fura-filas”, que possam ter sido beneficiados em detrimento de quem de direito, bem como os agentes públicos que tenham facilitado a imunização de forma criminosa.