Não tão distantes quanto se possa pensar

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Voltando às boas? 
(Primeira Hora)

O ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Santos Muniz (PPS), e o governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), podem estar mais ligados do que se possa pensar.
A reaproximação dos dois ficou clara e evidente esta semana, em razão de que dois secretários de Taques encaminharam filiação ao partido de Percival, bem como cinco adjuntos, com o aval do governador.
Esse reforço “taquista” não se deve somente pelo fato do PPS ser considerado hoje, um partido nanico (e por isso, menos inflado de pré-candidatos), mas o motivo principal é o de que estaria sendo estruturada aí, a dobradinha Taques/Percival, para disputar o governo de Mato Grosso, tentando fazer frente às articulações comandadas por Blairo Maggi (PP), Wellington Fagundes (PR), Carlos Bezerra (PMDB) e Adilton Sachetti (PSB), que pretendem apoiar um nome, que pode ser o do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB).
Percival e Taques podem ter deixado para trás, a antipatia mútua surgida logo após o ex-prefeito ter assumido a Prefeitura de Rondonópolis, em 2013, que fez com que o governador se “esquecesse” da cidade até o fim do mandato do pepessista, no ano passado.
Entretanto, nomeações e manutenção de pessoas de confiança de Percival Santos Muniz em cargos no governo Pedro Taques, dão a entender que mesmo tendo acontecido, isso ficou na poeira do tempo.
É o caso do professor Antonio Carlos Máximo, que trabalha na Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secitec); do enteado de Percival, Vinicius Borges Leal Saragiotto – que em 2015 atuou como secretário adjunto de Captação e Monitoramento do Gabinete de Assuntos Estratégicos (GAE), tendo assumido a titularidade no ano seguinte e que responde hoje, como adjunto executivo da Secretaria de Fazenda (Sefaz), além de uma irmã do vereador rondonopolitano Fábio Cardozo – de sua altíssima confiança -, também estar ocupando cargo de relevância no segundo escalão no governo de Pedro Taques.
Caso a dobradinha realmente seja fechada e logre êxito nas eleições, o que não será assim tão fácil de acontecer pelo “pelotão” de caciques políticos trabalhando contra, Percival poderá finalmente ver concretizado seu acalentado sonho de ocupar, um dia, o Palácio Paiaguás – sede do governo de Mato Grosso -, quando assumir interinamente em algum afastamento de Taques.
Aguardemos, porque há “muita água para passar por debaixo da ponte”, principalmente pelo desmembramento e desfecho dos casos da “Grampolândia Pantaneira”, que pode desestruturar Taques e do caso Faespe/Unemat (Operação Convescote), que poderá atingir Percival.
2018, promete!

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