Nininho e mais 11 são denunciados por suposto esquema na ALMT

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Nininho faria parte do esquema na AL
(NG Notícias)

O deputado estadual Ondanir Bortolini, o Nininho (PSD), e mais outros 11 nomes, dentre os quais o presidente atual da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), Eduardo Botelho (DEM); e os ex-deputados estaduais Emanuel Pinheiro (MDB), atual prefeito de Cuiabá; José Riva (ex-presidente da ALMT); Zeca Viana (PDT); e Wancley Carvalho (PV), foram denunciados hoje (26) ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), pelo Ministério Público Estadual (MPE), por participação em suposto esquema que desviou R$ 600 mil dos cofres do legislativo mato-grossense, no período de 2012 a 2015.
A denúncia tem como base as investigações conjuntas do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO – Criminal) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) feitas durante a “Operação Déja Vu” – deflagrada em agosto do ano passado -, que apura esquema que utilizava notas fiscais falsas para simular compra de itens como materiais de papelaria e insumos de informática, pagas com recursos de verbas indenizatórias.
Grupo de apoio
O segundo escalão do esquema de fraude era composto, segundo a denúncia do MPE, por Hilton Carlos da Costa Campos, Vinícius Prado Silveira, Geraldo Lauro, Ivone de Souza, Renata do Carmo Viana Malacrida, Tschales Franciel Tschá, Camilo Rosa de Melo e Ricardo Adriane de Oliveira.
Valores 
As investigações apuraram que Nininho apresentou 16 notas fiscais frias, no valor de R$ 93.590,3589; 23 notas apresentadas por Zeca Viana, que somam R$ 149.545,00; 13 notas, por Emanuel Pinheiro, no valor total de R$ 91.750,69; por José Riva, oito notas no valor total de R$ 56.200,10; por Wancley, duas notas no valor R$ 11.252,00; e por Eduardo Botelho, uma nota fria no valor de R$ 7.143,00.
Os promotores de Justiça verificaram ainda o envolvimento do ex-deputado estadual Walter Rabelo, já falecido, com a utilização de 27 notas fiscais frias no valor R$ 192.756,70.
Sumiço
O MPE adiantou ainda, que os documentos públicos relacionados às verbas indenizatórias investigadas  no esquema, “simplesmente sumiram, seja dos escaninhos da Secretaria da AL/MT (onde deveriam estar arquivados os memorandos, como nos gabinetes de cada um dos parlamentares (onde deveriam estar arquivadas as vias protocoladas e as notas fiscais, que lastrearam o pagamento da indenização).
Conforme apurou o Gaeco, a maioria das empresas utilizadas no esquema criminoso eram de fachada.
Os denunciados podem responder pelos crimes de associação criminosa, peculato e destruição de documentos públicos.
Da Redação com informações RD News


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