Nino não descarta deixar a presidência da Coder

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Nino poderá deixar a presidência da companhia

O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), José Severino da Silva Neto – o Nino -, revelou ao Blog Estela Boranga comenta que já colocou seu cargo à disposição do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), que de início não aceitou, mas ficou de analisar o pedido.
A decisão de Nino deve-se à situação por que passa a companhia de economia mista, que tem seu ponto nevrálgico na área financeira.
A nova gestão municipal herdou da gestão Percival Santos Muniz (PPS), uma dívida acumulada de R$ 100 milhões, que mesmo após repasses da Prefeitura está ainda em R$ 64 milhões; dívida esta, oriunda de débito de tributos diversos e pagamento a fornecedores e terceirizados (estes últimos, com até 3 ou 4 meses de pagamentos atrasados).
Por outro lado, a amortização de parte da dívida pela Prefeitura possibilitou que o município – maior acionista da empresa -, tivesse viabilizada a certidão negativa dos débitos federais e assim possa continuar recebendo verbas públicas.
Outra medida analisada pela diretoria, é em relação a solicitar parcelamento do Refis do governo federal, que dará um fôlego maior da companhia, frente ao atendimento das demandas.
Também a diretoria trabalha com a possibilidade de solicitar imunidade tributária ao governo federal, que fará com que a companhia tenha uma economia de cerca de R$ 5 milhões/ano.
Remando contra a correnteza
Nino salienta que a Coder enfrenta dificuldades em adquirir materiais junto aos credores, como é o caso de lâmpadas para reposição da iluminação pública nos bairros, uma das constantes reclamações da população. “Já foram licitadas as aquisições do material, que deverá chegar até o dia 15 deste mês, minimizando as deficiências”, observou o dirigente.
Segundo ele ainda, o prefeito Zé Carlos do Pátio já autorizou licitação para viabilizar a aquisição de 22 caminhões e equipamentos, cujos valores giram entre R$ 12 a 14 milhões, “o que resultará numa economia aos cofres da empresa de R$ 1 milhão, a cada mês”, sustentou.
Usina de asfalto
Quanto a asfaltamento de vias – cuja situação das ruas e avenidas se agrava ainda mais nesta época de chuvas e pela fragilidade do método “colcha de retalhos” que a gestão de Percival Santos Muniz aplicava como “solução”, mas que não passa de um paliativo – Nino adiantou que já está confirmada a implantação de uma usina de emulsão asfáltica, que deverá ocorrer em março próximo e deriva de uma emenda do deputado federal Adilton SAchetti (PSB), provavelmente no Mini Distrito Industrial de Vila Operária.
Sobre a auditoria realizada na empresa no início da nova gestão, Nino revelou que os resultados não puderam ser conhecidos, em razão de que não havia recursos para pagar os serviços da empresa contratada para tal fim.
O blog acredita que quando os resultados de tal auditoria forem dados a conhecer, vão deixar muitos contribuintes perplexos!

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um comentário

  1. Não deveria sequer ter assumido o cargo. Já diz o dito popular: “QUEM NÃO PODE COM O BALDE NÃO SEGURA NA RODÍLHA”.

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