Óbitos por suspeita de contaminação pelo vírus H1N1

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Não há mais vacinas contra o H1N1

A ocorrência em Rondonópolis, de três óbitos por suspeita de contaminação pelo vírus H1N1 (Influenza) em menos de um mês após o início da Campanha Nacional de Vacinação – no dia 10 deste mês e a se encerrar hoje para os grupos considerados prioritários – está gerando apreensão nos que se enquadram  nesse patamar e que ainda não se vacinaram, devido a não haver mais doses disponíveis na Rede Básica de Saúde (RBS).
Pelas normas da Organização Mundial da Saúde (OMS), inicialmente são imunizados os grupos prioritários, não sendo liberada, neste período, a vacinação a toda a população, com os municípios recebendo doses contabilizadas para atender a necessidade desses grupos, conforme dados repassados à entidade, pelo Ministério da Saúde (MS).
Os três óbitos suspeitos, ocorridos nos dias 24, 28 deste mês e o último ontem (30), envolveram um idoso de 64 anos, morador na zona rural, e duas mulheres de 43 e 44 anos, respectivamente, que não haviam sido vacinados contra o Influenza.
Apesar da cobertura rigorosa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o idoso não havia procurado se imunizar e as duas mulheres não se enquadravam no grupo prioritário do Ministério da Saúde.
Tão logo foi registrado o primeiro óbito, no dia 24, houve uma procura enorme da vacina nos postos de Saúde, com cerca das 59 mil doses disponibilizadas pelo MS, se esgotando rapidamente.
Até então, havia ainda 12 mil doses desse total, à disposição dos grupos prioritários, cujos envolvidos não tinham procurado os locais de vacinação.
Contatadas pelo blog, tanto a secretária Municipal de Saúde, Izalba Albuquerque, quanto a enfermeira Magda Rosa de Lima, do Departamento de Vigilância Epidemiológica da SMS, frisaram da falta de observância dos cuidados que normalmente são destinados ao público prioritários, principalmente pelos pais de crianças da faixa etária de 0 a menos de dois meses, que autorizaram a vacinação de seus filhos nas escolas e creches do Município somente após o registro do primeiro óbito com suspeita de contaminação, apesar da respectiva autorização ter sido solicitada pela SMS, no início da campanha.
Outra falta de cuidado dos pais foi exemplificada por Izalba Albuquerque, ao citar que os números em relação às vacinas do Calendário Básico de Vacinação (CBV) – dentre elas a BCG, contra a poliomielite e o sarampo – apesar de disponíveis o ano todo nas unidades de Saúde (PSFs), registram um número de procura baixíssimo.
Na verdade, o que deveria ser feito é o Ministério da Saúde liberar a vacinação, seja de que tipo for, a toda a população e rever junto à OMS, os parâmetros para a previsão de metas de vacinação que são iguais para todos os países, que causam prejuízos e oferecendo riscos à saúde dos brasileiros, que ficam a descoberto pela desigualdade em relação a extensão territorial do Brasil.
Mas pelo andar da carruagem do governo de Jair Bolsonaro, o investimento no aumento da produção de vacinas para a atender a contento o público brasileiro, é considerado assunto secundário.
Mas, vergonhosa e afrontosamente, enquanto a saúde pública é relegada a segundo plano, há recursos suficientes para anunciar o repasse de 40 milhões a emendas de cada parlamentar federal até o fim dos respectivos mandatos, como negociata para aprovar sua famigerada Reforma da Previdência!


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