Óbvio ululante

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Segóvia alegou que declarações foram distorcidas
(Marcos Corrêa/PR)

Não se esperava outra coisa do diretor-geral da Polícia Federa (PF), Fernando Segóvia, que disse ontem ao ministro Luís Roberto Barroso do Supremo Tribunal Federal (STF), que não pretendeu interferir em investigação sobre Temer, saindo à francesa sobre ter dito à Agência Reuters em entrevista no dia 09 deste mês, de que as investigações relacionadas ao imbróglio dos Portos – em que Temer é o principal suspeito de ter recebido propina -, poderiam ser arquivadas, porque não haveria provas contra o peemedebista.
De um modo mais direto, Segóvia afirmou à Reuters na ocasião que os indícios eram muito frágeis e sugeriu que o inquérito poderia até concluir que não houve crime.
O diretor geral da PF se reportou a Barroso – relator do inquérito-, dizendo que com suas declarações não pretendia “interferir, antecipar conclusões ou induzir o arquivamento” do inquérito sobre Temer e que suas declarações foram ‘distorcidas e mal interpretadas”, que não teve intenção de ameaçar com sanções o delegado responsável – seu desafeto dentro da corporação- pelo caso e também se comprometeu a não dar mais declarações sobre a investigação.
Imbroglio
Estão sendo investigados Michel Temer e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures (MDB), o “homem da mala”, pelo suposto favorecimento à empresa Rodrimar que opera no Porto de Santos, através da edição do chamado Decreto dos Portos (Decreto 9.048/2017), além dos empresários Ricardo Conrado Mesquita e Antônio Celso Grecco, ligados à Rodrimar.
No mês passado, ao responder por escrito aos questionamentos dos delegados responsáveis pelo caso, a defesa de Temer declarou que ele nunca foi procurado por empresários do setor portuário, para tratar da edição do decreto.
Respondendo sobre Rocha Loures, Michel Temer respondeu à PF que nunca o autorizou a fazer tratativas em seu nome. Dando a entender que se sentia ofendido, Michel Temer colocou ainda na resposta: “Peço vênia para realçar a impertinência de tal questão, por colocar em dúvida a minha honorabilidade e dignidade pessoal.”
Até parece!
Da Redação com Agência Brasil

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