Onde há fumaça, há fogo

Conforme rumores que circulam pelos corredores da Câmara Municipal de Rondonópolis (CMR), diante do impedimento pela Justiça, dos vereadores nomearem assessores para seu gabinetes, estaria sendo analisada a possibilidade de ser repassada uma verba específica para este fim.
Cada um dos 21 vereadores tinha o direito de dispor de 8 auxiliares de sua confiança, sendo um chefe de gabinete e sete assessores parlamentares, o que totalizava 168 cargos até o final da legislatura passada, em dezembro último.
Após o impedimento legal a pedido do Ministério Público Estadual (MPE) – de cuja decisão o Poder Legislativo rondonopolitano recorreu e perdeu em primeira e em segunda instâncias – os cargos só poderão ser preenchidos, mediante a realização de concurso público, para este fim.
A disponibilização desta verba será mais um peso para os contribuintes, uma vez que também sairá dos cofres públicos municipais, o que poderá acabar gerando novo movimento de insatisfação junto aos setores organizados da sociedade local, como aconteceu sobre o pagamento da verba indenizatória.
O argumento a ser utilizado pela Mesa Diretora para emplacar mais este gasto com dinheiro público, segundo os rumores, será o de que esse tipo de expediente já vem sendo usado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), que disponibiliza cerca de R$ 50 mil mensais a cada um dos 24 deputados para a contratação de assessores, afora o salário e a verba indenizatória que os parlamentares estaduais recebem.
Em tempo: Lembramos que essa questão dos cargos comissionados do Legislativo vem se arrastando há vários anos, sem que providências fossem tomadas, em tempo hábil, para solucioná-la.
Quem acaba sendo prejudicado neste fuzuê todo são os vereadores, que ñão têm assessor algum, para dar conta das atividades de seus gabinetes.
O blog tentou manter contato por telefone com o presidente do Poder Legislativo, vereador Roni Magnani (SD), para obter maiores informações a respeito, mas não obteve êxito.