“Operação Bereré”: Nininho e mais quatro serão investigados pelo Gaeco

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Nininho será um dos investigados na fraude
(Cidade News Online)

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) recebeu autorização do desembargador do Tribunal de Justiça (TJ-MT), José Zuquim Nogueira, no dia 21 (quarta-feira desta semana), para estender as investigações da “Operação Bereré”, que apura um esquema de lavagem de dinheiro, no Detran de Mato Grosso, que teria causado um desvio de R$ 27,7 milhões dos cofres estaduais.
Tendo como principais alvos os deputados estaduais Eduardo Botelho e Mauro Savi (ambos do PSB), além do ex-deputado federal Pedro Henry, as investigações têm como base os depoimentos de colaboração premiada do ex-presidente do Detran-MT, Teodoro Lopes, o “Doia”, além do empresário Rafael Yamada Torres, outro delator do esquema.
Envolvimento
O prosseguimento das investigações visa elucidar também o envolvimento dos deputados estaduais Ondanir Bortolini, o Nininho, e José Domingos Fraga (ambos do PSD); Romoaldo Júnior (MDB); e de Wilson Santos e Baiano Filho (ambos do PSDB), cujo esquema se processava pela atuação da EIG Mercados – empresa que presta serviços de registro de financiamentos de veículos em alienação fiduciária junto ao Detran de Mato Grosso -, e a Santos Treinamento, apontada como organização fantasma, que lavava o dinheiro desviado pela EIG.
Evidências 
Segundo o Gaeco, as suspeitas de participação dos deputados estaduais ficaram evidentes diante do fato de que em rastreamento de pagamentos da empresa Santos Treinamento, alguns assessores de deputados foram apontados como beneficiários. Chamados para depor, eles confirmaram que “cederam” suas contas para que pudessem pagar despesas dos próprios parlamentares.
Nininho, segundo seu assessor parlamentar, Tscharles Franciel Tscha, teria recebido valores de Claudemir Pereira dos Santos, tendo confirmado ao Gaeco, que pagava contas do parlamentar com os valores recebidos.
Os outros quatro deputados, faziam uso do mesmo “modus operandi”, se utilizando das contas dos assessores para receber o dinheiro oriundo do esquema.
“Operação Bereré”
A “Operação Bereré” foi deflagrada pelo Gaeco e pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e contra a Administração Pública (Defaz) no dia 19 de fevereiro deste ano, para investigar a atuação de uma quadrilha que lavava dinheiro e desviava recursos públicos por meio de empresas, que prestam serviços ao Detran-MT.
O grupo, segundo os dois órgãos, agia desde 2009 e teria desviado em torno de R$ 1 milhão por mês, tendo contado com a participação de 17 pessoas, entre físicas e jurídicas.
Da Redação com Folhamax

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