Operação “Crédito Viciado” prende um em Rondonópolis

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DERF de Rondonópolis deu apoio à operação
(Ilustrativa/O Mato Grosso)

Policiais de Brasília, que atuam na Operação “Crédito Viciado”, que desmontou ontem um esquema criminoso que desviou recursos da ordem de R$ 26 milhões do Banco do Brasil em oito Estados brasileiros, no período de 2017 a 2018, prenderam um funcionário de uma empresa de assessoria de cobrança de Rondonópolis.
A equipe de policiais do Distrito Federal, coordenada pelo delegado Marcelo Guerra, contou com apoio de policiais da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF) de Rondonópolis e do Grupo Armado de Resposta Rápida (Garra) da Polícia Civil de Mato Grosso e efetuou a ação com base nas investigações da Coordenação de Combate a Corrupção e Combate ao Crime Organizado (Cecor).
Sem informar o nome dos envolvidos, os policiais adiantaram que um advogado, ligado à empresa de assessoria de cobranças da cidade, que também teve mandado de prisão expedido pela Justiça, não foi localizado e até o momento, é considerado foragido.
A empresa de assessoria de cobrança de Rondonópolis, conforme o delegado Marcelo Guerra, teria desviado mais de R$ 1,9 milhão do BB, através da manipulação do sistema do banco.
Além da prisão do funcionário, foram apreendidos três veículos (uma caminhonete SW4, um Corola e um Polo), com mandado de busca e apreensão tendo sido cumpridos em duas residências e na empresa local.
Ao todo, a Operação “Crédito Viciado” cumpriu 28 mandados de busca e apreensão e 17 mandados de prisão temporária, expedidos em desfavor de funcionários do Banco do Brasil e empresários vinculados a empresas de cobranças e dívidas da instituição financeira, no Distrito Federal, Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Rio de Janeiro.
As ações resultaram na prisão de 15 pessoas envolvidas no esquema e dois acusados ainda continuam foragidos, que responderão pelos crimes de organização criminosa — com aumento de pena, em virtude da participação de funcionário público —, peculato e lavagem de dinheiro.
Modus operandi
Dois funcionários do banco, que atuavam diretamente na movimentação de valores altos e comissões destinadas às empresas de cobrança, aproveitavam-se dos cargos executivos e das transações de pagamento manuais para aumentar o valor das comissões dos empresários, em troca de reembolsos ilegais.
Da Redação com Mídia News


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