Partidos se unem para pedir impeachment de Temer

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Oposição protocolou pedido de impeachment
(PCdoB)

Deputados do PCdoB, PSol, PDT, PT, Rede, PSB, além de parlamentares de partidos como PTB e PHS, protocolaram ontem, na Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment de Michel Temer, por crime de responsabilidade ao dar aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara, o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
De acordo com a Constituição, atos que atentem contra o livre exercício dos poderes Legislativo, Judiciário e dos poderes constitucionais das unidades da Federação são tipificados como crime de responsabilidade.
Pressão
Após o protocolo do pedido, os parlamentares iniciaram pressão para que o presidente do Legislativo, Rodrigo Maia (DEM-RJ), acate o impeachment de Temer e instale a comissão especial.
Por sua vez, Maia já expressou que não apoiará o impeachment de Temer.
Sem votação
Os deputados ressaltaram que, “nada além da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, funcionará. E a CCJ só funcionará, para aprovarmos a PEC das Diretas. Faremos obstrução em tudo. Não se vota nada mais no Parlamento”, alertaram.
Senado

No Senado, o PSD fechou questão
(Ana Volpe/ Agência Senado)

No Senado Federal, os cinco senadores do PSD – partido da base de apoio ao governo – são favoráveis ao impeachment, segundo já expressados por eles.Para o senador Otto Alencar, presidente da sigla na Bahia, para instalar a comissão de impeachment, teria que ter acordo entre as duas casas [Câmara e Senado], mas Rodrigo Maia e Eunício Oliveira estão na delação e não vão querer. “A cúpula do comando político em Brasília está comprometida. Todos querem se defender”, afirmou.
Corrupção endêmica
O senador baiano, ao falar da crise institucional que Temer quer levar adiante, disse: “Triste Brasil, pobre Brasil. O nosso país não merece políticos tão incapazes, sem compromisso com a verdade. Brasília sofre de uma corrupção endêmica que virou quase prática normal. O dinheiro saiu pelo ralo e deu essa situação: dólar subindo, Bolsa caindo, arrecadação menor e o reflexo vai ser nos estados e municípios. Governadores e prefeitos vão passar momentos dificílimos agora, e a população também”, opinou.
“A classe política não pode se omitir”
DEM

O DEM também quer o impeachment de Temer
(Rede Brasil Atual)

O líder do Democratas no Senado – partido que tem quatro senadores -, Ronaldo Caiado (DEM-GO), afirmou que, sem a renúncia, a solução será dar início ao processo de afastamento de Michel Temer. A declaração veio logo após o pronunciamento de Temer, na tarde de ontem. “Diante da recusa dos fatos, o gesto que se esperava era a renúncia para minimizar e dar mais celeridade à resolução da crise. O presidente não nos dá outra solução que não dar início ao processo de afastamento”, afirmou.
O senador disse que a classe política não pode se omitir. “É o Congresso Nacional, que tem de determinar o caminho. Não podemos deixar que outros Poderes tomem a frente. Estamos diante de uma crise política, que se resolve com soluções políticas”, disse.
Para Caiado, o impeachment de Michel Temer deve ser prioridade agora, na pauta de votações da Casa.
“Temer nunca foi um homem de ter popularidade, muito menos de ter militância política de apoio. Qual o partido que vai dar sustentação a ele? O julgamento político já foi feito, não dá para mascarar a realidade”, resumiu ele.
Com PCdoB na Câmara/O Povo Online/O Globo

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