PF cumpre mandados contra desvio de R$ 110 milhões da Saúde

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Superintendência da PF em Manaus (Foto: Suelen Gonçalves)
Superintendência da PF em Manaus
(Foto: Suelen Gonçalves)

Com a participação da Polícia Federal (PF), Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU), Ministério Público Federal (MPF) e Receita Federal (RF) foi deflagrada na manhã de hoje a operação “Maus Caminhos”, no estado do Amazonas.
A ação visa combater o desvio de recursos da saúde pública. Mandados de prisão, de busca e apreensão e conduções coercitivas são cumpridos em condomínios de luxo em Manaus e outros municípios do interior do estado. Os investigados fariam parte de um esquema criminoso, que desviou mais de R$ 110 milhões dos cofres públicos.
Organização criminosa
Segundo a CGU, a ação visa desarticular uma organização criminosa que desviava recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Amazonas.
De acordo com as investigações, há o envolvimento de agentes públicos e empresários em fraudes que somam mais de R$ 110 milhões.
São cumpridos 13 mandados de prisão preventiva, quatro mandados de prisões temporárias, três mandados de condução coercitiva, 40 mandados de busca e apreensão, 24 de bloqueios de bens e 30 de sequestros de bens. As medidas são realizadas em residências e empresas nos municípios amazonenses de Manaus, Itacoatiara e Tabatinga, além das capitais Belo Horizonte, Brasília, Goiânia e São Paulo. Participam da operação 185 policiais federais, 36 auditores da CGU e 50 auditores da Receita Federal.
Investigação
A investigação teve início em análise da CGU sobre concentração atípica de repasses do Fundo Estadual de Saúde à organização social Instituto Novos Caminhos (INC). De abril de 2014 a dezembro de 2015, a entidade recebeu mais de R$ 276 milhões para administrar duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em Manaus e Tabatinga, e um centro de reabilitação para dependentes químicos, no município de Rio Preto da Eva.
“Desdobramentos do trabalho resultaram em fiscalização, entre maio e agosto deste ano, que verificou que os principais fornecedores do INC, empresas administradas por um mesmo grupo de pessoas e ligadas ao esquema criminoso, receberam pagamentos por serviços não prestados, indevidos e superfaturados. Até o momento, a CGU apurou desvios que somam mais de R$ 110 milhões em prejuízo aos cofres públicos. As fraudes envolvem ainda, além dos serviços médicos e de administração, a prestação dos serviços auxiliares de saúde, como lavanderia, limpeza, refeições hospitalares e portaria”, informou a CGU em nota.
É, enriquecer dessa forma, dá cadeia pesada.
Mais cedo ou mais tarde, a casa cai!
Com G1 AM

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