Piloto do voo da Chapecoense relatou falta de combustível

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(Foto: Luis Benavides/AP)
(Foto: Luis Benavides/AP)

Um tripulante da companhia Avianca, cuja aeronave estava em uma rota próxima ao voo da Chapecoense, afirmou ter ouvido o diálogo entre o piloto do avião da LaMia e a torre de controle do aeroporto colombiano de Rionegro, perto de Medellín, segundo os jornais “El Espectador” e “El Heraldo”.
Relato
O tripulante da Avianca relatou que, enquanto uma aeronave da Viva Colômbia estava pousando, de repente entrou na comunicação com a torre de controle o piloto do voo da LaMia, que disse: “solicitamos prioridade para aterrissar, temos problemas de combustível. Mas, nesse momento, ele não se declarou em emergência”, destacou.
Na sequência, a controladora de voos do Aeroporto de Rionegro afirmou ao piloto da LaMia: “temos um problema, um avião está aterrissando em emergência”.
Ainda de acordo com o tripulante da Avianca, a controladora de Rionegro pediu à tripulação de seu voo que virasse à esquerda, quando o piloto de LaMia passou por eles, a toda.
“Quando ele [piloto da LaMia] iniciou a descida, declarou-se em emergência. Começou a dizer que tinha falha elétrica total e pediu vetores [rota mais rápida para aterrissar] para proceder [a descida]. Ajuda, vetores para alcançar a pista, repetiu”, disse o tripulante da Avianca.
Problemas com o outro voo
Segundo a Viva Colômbia, o voo FC 8170 apresentou “uma indicação na cabine”, que levou o comandante a interromper o trajeto original. A empresa disse, em comunicado, que não chegou a declarar emergência.
O avião pousou à 0h51 em Medellín. Quatro minutos depois, o avião da LaMia com a delegação da Chapecoense, desapareceu dos radares do Flight Radar 24, um serviço de monitoramento de voos, quando estava a 33 km do aeroporto.
Vítimas
A aeronave levava 77 pessoas, sendo 68 passageiros e nove tripulantes. No acidente, morreram 71. Seis foram resgatados com vida: os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Neto, o jornalista Rafael Henzel, a comissária de voo Ximena Suarez e o técnico da aeronave Erwin Tumiri.
Os corpos das 71 vítimas do acidente, estão no IML de Medellín.
Sobreviventes
Dos seis sobreviventes do acidente, apenas dois estão fora de perigo: a comissária e o técnico da tripulação. O jogador Neto e o jornalista Rafael Henzel têm problemas respiratórios por causa das fraturas que sofreram e estão em estado crítico na UTI.
Ainda sobre os feridos, os médicos informaram ontem à noite que o jogador Alan Ruschel teve trauma na coluna, fraturas na perna e lesões abdominais e corre o risco de ficar paraplégico. Já o goleiro Follmann está em estado gravíssimo e teve a perna direita amputada.
Com G1

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