Polícia Federal cumpre mandado no Impro

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Computadores do Impro foram lacrados
(Ilustração)

Agentes da Polícia Federal, acompanhados por auditor da Previdência Social, estão desde o início da manhã de hoje nas dependências do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis (Impro), cumprindo mandado de busca e apreensão da “Operação Encilhamento”, que faz parte da 2ª fase da ‘Operação Papel Fantasma’ – que apura fraudes em 28 institutos de Regime Próprio de Previdência (previdência municipal), na aplicação de recursos em “títulos podres” de fundos de investimentos privados, emitidos por empresas de fachada que podem ultrapassar o valor de R$ 1,3 bilhão.
Ao todo são 60 mandados de busca e apreensão e 20 mandados de prisão temporária, expedidos pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que estão sendo cumpridos também em institutos municipais de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás.
Os fundos que estão sendo investigados, chegam a um total de 13 e os acusados responderão, na medida de suas participações, por crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, com penas que variam de 2 a 12 anos de prisão.
Rondonópolis
Em 2013, o Sindicatos dos Servidores Municipais de Rondonópolis (Sispmur) deu entrada na Justiça, à denúncia de aplicação fraudulenta por parte do então diretor executivo do Impro, Josemar Ramiro e Silva, junto a fundos privados de investimentos – pertencente as empresas representadas pela loira Luciane Hoerpers – ao invés de investir em bancos oficiais.
O investimento à época, teria sido de R$ 42 milhões, em bancos de fachada que já quebraram.
Apesar de insistir junto à administração municipal, comandada naquele ano por Percival Santos Muniz, para que a direção do instituto fosse afastada e uma auditoria fosse realizada, o Sispmur não logrou êxito.
Juntamente com Josemar Ramiro e Silva, foram responsabilizados na ação do Sispmur os servidores Wellington Portela (gerente de Administração, até hoje) e Messias Tadeu de Souza (presidente do Conselho Fiscal, à época).
Nesta manhã, os servidores do Impro foram colocados em uma sala para responderem às perguntas dos agentes e do auditor, bem como foram lacrados todos os computadores da instituição.
Atualizada às 12h35:
Em decorrência do fato, a assessoria de Imprensa do Impro emitiu, agora há pouco, a seguinte nota de esclarecimento:
“Nota de Esclarecimento
O Instituto de Previdência Social dos Servidores de Rondonópolis – MT (IMPRO) vem a público para esclarecimentos sobre a operação da Polícia Federal, desencadeada em todo o Brasil.
Durante toda a manhã de quinta-feira (12) 5 policiais federais (1 delegado, 2 agentes, 1 escrivão, 1 perito) acompanhados de um auditor da Receita da Previdência Social estiveram na sede do IMPRO, buscando documentos referentes ao período de 2012 a 2016 (gestão anterior), relativos a ligações com fundos de investimentos que supostamente deram prejuízos para instituições financeiras.
O IMPRO frisa que a movimentação policial não tem referência com qualquer servidor do Instituto. A operação da Policia Federal não teve, mandatos de prisão e sem indiciamento.
Estão sendo investigados, até o momento, 13 fundos de investimentos de todo o país.
A direção do IMPRO reitera que está aberta para prestar informações para todos os servidores públicos municipais e qualquer órgão fiscalizador.
Uma das marcas da atual diretoria é a transparência em todos os serviços e investimentos.
Atualmente, o IMPRO é classificado como um dos Regimes Próprios de Previdência Social em melhor situação de financeira de Mato Grosso. Em pouco mais de dois anos, o patrimônio líquido do Instituto saltou de R$ 119 milhões para mais de R$ 215 milhões. O aumento é superior a 80%.”‘

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