Propina da Odebrecht: suspense ainda continua

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Obras da travessia urbana
(Foto: Arquivo/Olhar Direto)

A revelação esta semana, pela jornalista Vera Magalhães, durante sua participação no site da Rádio Jovem Pan de São Paulo, de que a Prefeitura de Rondonópolis recebeu propina da Odebrecht (leia a matéria), deu muito “pano prá manga” e também deve ter deixado muito político “experto”, de cabelo eriçado.
O suspense quanto ao nome do gestor municipal que “forrou os bolsos” – cujo nome só será conhecido, após a divulgação pelo STF -, tem feito com que a população force a memória e no sentido de descobrir quem seja o corrupto ou os corruptos.
A propina paga pela Odebrecht em Rondonópolis, pode estar relacionada à construção da unidade fabril da Cervejaria Petrópolis (Itaipava) na BR-163, bem como com as obras da travessia urbana, que gerou um vuco-vuco danado, com um comemorando as obras e depois as devolvendo, jogando a “batata quente” para o outro segurar.
Ou seriam casos distintos?
Bom, quanto às obras da cervejaria, está mais do que claro que houve propina. Resta saber o nome dos “beneficiados”.
Travessia urbana
Outro assunto levantado pela divulgação do envolvimento da Prefeitura de Rondonópolis, em propinas, também nos reporta às obras da travessia urbana de Rondonópolis que foram iniciadas em 2009 com prazo de conclusão previsto para 2012 – orçadas à época, em R$ 54 milhões -, mas que até hoje não foram concluídas.
Em 2013, elas passaram a ser investigadas pelo Ministério Público Federal (MPF), que apurou irregularidades relacionadas a inadequação do projeto, superfaturamento nas planilhas de transportes e falhas na execução e instaurou um inquérito civil público.
Este assunto, igualmente tem tudo para ter entrado no “rateio da corrupção”, restando saber se foi citado – mesmo que indiretamente- nas delações dos executivos e ex-executivos da Odebrecht à Procuradoria Geral da República (PGR), na Operação Lava Jato.
Quem não tem “o rabo preso”, pode deitar a cabeça no travesseiro e dormir com a consciência tranquila. Já muita “gente boa” por aí não deve estar conseguindo fazer o mesmo, por estar até o(s) pescoço(s) atolado(s) no(s) imbróglio(s) e apreensivo(s) e temeroso(s) com “visita matinal da Polícia Federal”, às suas residências.
Contando que tinham impunidade, provavelmente se esqueceram  do dito popular que diz que “tudo que vai, volta”.

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