Raquel Dodge denuncia Maggi por corrupção

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Esquema permitiu a nomeação de Sergio Ricardo
(Folhamax)

Ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ofereceu denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, por participação em um esquema de venda de vagas no Tribunal de Contas do Mato Grosso (TCE-MT) em 2009, quando ele era governador do estado.
A denúncia é resultante da Operação Ararath, iniciada em 2013, que serviu para apurar a atuação de “bancos de propina” clandestinos em Mato Grosso, bem como a existência de organização criminosa no alto escalão dos poderes Executivo e Legislativo do estado.
A operação resultou na abertura de mais de 50 inquéritos policiais. No caso da denúncia contra Maggi, as investigações apontaram que ele tomou parte em repasses de ao menos R$ 4 milhões em propina, para que um dos conselheiros do TCE-MT se aposentasse para a nomeação de um aliado, Sergio Ricardo. “Os valores foram desviados da Assembleia Legislativa ou do Executivo, por meio de estratégias como contratações simuladas de serviços que jamais foram prestados”, disse a PGR por meio de nota.
Além da perda das funções públicas, Raquel Dodge quer que Maggi devolva os R$ 4 milhões que teriam sido desviados, além de pagar multa ainda a ser estipulada. Caberá ao ministro Luiz Fux, do STF, analisar a denúncia. Outras nove pessoas já são alvo de denúncia pelo mesmo caso em instâncias inferiores.
Uma das bases para a denúncia contra Maggi, foi a delação premiada de Silval Barbosa, vice-governador do Mato Grosso em 2009. Ele assumiu o comando do Executivo estadual em 2010, com a saída de Maggi, que se candidatou a senador.
Com Agência Brasil

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