Rondonópolis está no imbróglio das CNHs

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(Ilustrativa)

Na manhã de hoje, foi deflagrada pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública (Defaz) a Operação Mão Dupla (referente aos dois sentidos de uma via), que apura fraudes no Detran/MT envolvendo servidores e instrutores da autarquia, que praticavam venda ilícita de Carteira Nacional de Habilitação (CNH), em conluio com autoescolas da Capital e do interior do Estado.
Os crimes investigados pela Defaz incluem corrupção ativa e passiva, inserção de dados falsos no sistema Detrannet e de organização criminosa para venda ilícita de carteiras.
Estão sendo cumpridas 60 ordens judiciais expedidas pela 7ª Vara Criminal de Cuiabá (25 mandados de prisão preventiva e 35 buscas e apreensões) em Rondonópolis Cuiabá, Várzea Grande, São Félix do Araguaia, Chapada dos Guimarães, Campo Verde, Tangará da Serra e Juína. Não foram revelados pela Polícia Civil, os nomes das autoescolas envolvidas que participavam da Máfia das CNHs.
A organização criminosa operava no agenciamento de candidatos que não detém capacidade técnica para serem aprovados nos exames práticos e teóricos, de direção veicular. Eles eram cooptados a fazer o pagamento da CNH, sem necessidade de realizar os testes. Apenas assinavam as listas de presença e os laudos de provas e iam embora, sem realizá-los.
Valores
Durante os trabalhos investigativos foram juntadas aos autos 21 confissões de candidatos que confirmaram o pagamento de valores que variavam de R$ 1 mil a R$ 4 mil, para serem aprovados sem a necessidade de realizar as provas do Detran.
Os valores, que podiam variar de acordo com a condição financeira do candidato, eram pagos aos representantes das autoescolas, que por sua vez repassavam parte do dinheiro aos servidores da banca examinadora do Detran.
Da Redação com RDNEws

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