Sarney briga na Justiça, por três gordas aposentadorias

Escrito por:
Sarney não arreda pé das aposentadorias
(Foto: Surrealista)

Segundo matéria exclusiva do site Congresso em Foco hoje, José Sarney (PMDB-AP), já condenado por receber valores além do teto constitucional desde 2005, acumula aposentadorias de ex-governador, ex-senador e ex-servidor do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) e sua defesa diz que não há nada ilegal, no acúmulo das aposentadorias que excedem o teto.
Cita o site brasiliense que, “enquanto milhões de brasileiros aguardam com apreensão as mudanças previstas na reforma da Previdência, o ex-presidente da República e do Senado José Sarney (PMDB) trava uma batalha judicial para manter sua tripla aposentadoria, que lhe garante uma renda de R$ 73 mil por mês. O valor representa mais que o dobro do teto constitucional para o servidor público no país, o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), hoje fixado em R$ 33,7 mil. Sarney foi condenado pela Justiça Federal em Brasília, a devolver aos cofres públicos tudo o que recebeu acima desse teto desde 2005. O montante anterior não foi cobrado, por ter prescrito o prazo de punção judicial – ou seja, o Estado perdeu o prazo para reivindicá-lo.
Pensões acumuladas
José Sarney acumula uma pensão no valor de R$ 30.471,11 mil, como ex-governador do Maranhão: outra de R$ 14.278,69, mil como servidor aposentado do Tribunal de Justiça maranhense; e mais uma de R$ 29.036,18 mil, como ex-senador.
Na folha de pagamento dos servidores aposentados do TJMA, Sarney aparece como analista judiciário. Em fevereiro deste ano, último mês em que é possível fazer a consulta na página do TJMA, seus créditos ficaram em R$ 14.278,69. Feitos os descontos, a aposentadoria líquida ficou em R$ 11.047,41. O site Congresso em Foco destaca que não conseguiu apurar, em que período o ex-presidente trabalhou na Corte maranhense.
Seria de se esperar que existam aposentadorias de políticos por “trabalho” em órgãos públicos, já que durante o regime de exceção – a famosa Ditadura -, muitos deles foram empossados em cargos de prefeitos, governadores e senadores biônicos –  investidos em cargos, mediante a ausência de sufrágio universal e cujo parâmetro para escolha era a sanção das autoridades de Brasília à época do Regime Militar de 1964 nas décadas de 1960, 1970 e 1980 – como Sarney ( oriundo da extinta União Democrática Nacional  – UDN e à época, filiado à extinta Aliança Renovadora Nacional – Arena, que depois virou o também extinto Partido Democrático Social – PDS e hoje no PMDB,  desde 1985) e outros tantos outros foram e receberam seus “méritos”, por terem apoiado o Golpe de 64 e respaldado o regime militar, durante seus mandatos biônicos.
Ainda bem que a Academia Brasileira de Letras não concede aposentadoria a seus membros, já que Sarney se tornou “imortal” da entidade, em 1980, por sua veia literária.
Com Congresso em Foco (contem trechos da matéria exclusiva de hoje)

Continue Lendo


Opine aqui

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *