Sem rumo!

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Atirando prá tudo quanto é lado (MT  Econômico/Arquivo)

O ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Santos Muniz (sem partido), que tentou a reeleição em 2016, mas foi derrotado por Zé Carlos do Pátio (SD), não “jogou a toalha” e nem abandonou o sonho de voltar a ocupar novamente o Palácio da Cidadania, em 2020.
Para tanto, está “acendendo vela para tudo que é santo”, tentando se filiar a um partido que lhe viabilize essa condição, já que foi destituído do comando regional do PPS, pela nacional do partido.
Só que, mesmo queimando vela “a torto e a direito”, Percival é considerado causador de confusão e muitas siglas relutam em aceitar sua filiação, apesar de pessoas de seu círculo político afirmarem que ele tem mantido contatos com essa finalidade, com o PDT,  com o PSD e também com o MDB.
Vamos por parte: no PDT, o “Barba” enfrenta resistência de Zeca Viana, que sabe a dor-de-cabeça que terá, caso a filiação aconteça; no PSD, Carlos Fávaro que conduz o partido em Mato Grosso, também sabe dos riscos que corre, aceitando o ex-prefeito na sigla e aonde já está sua ex-protegida e hoje desafeta Marildes Ferreira do Rêgo; e quanto ao MDB, Percival e Carlos Bezerra – que preside o partido no Estado -, são dois polos da mesma intensidade e a “coisa” também não vai funcionar.
Como está entre a “cruz e a espada”, Muniz também estaria tentando entabular conversações com o senador Wellington Fagundes (PR), no intuito de apoiá-lo a governador contra Pedro Taques, para que no caso do senador conseguir se eleger, devolver a Percival o apoio em 2020, para sair candidato à Prefeitura de Rondonópolis, novamente.
Para muitos, isso não passaria apenas de suposições utópicas e “lero-lero”, porque para acontecer, “muita água, ainda tem que passar por debaixo da ponte” e Wellington também tem lá suas restrições em relação ao ex-prefeito, além de saber que estará “comprando gato por lebre”, pelo desgaste e ostracismo político a que Percival está relegado.
Por fim, se não se lançar candidato a estadual ou a federal nas eleições deste ano, Percival sabe que o derradeiro golpe de passar para o esquecimento será dado e que lhe restará somente, se confinar em sua fazenda no Xingú, contar o gado no pasto e ver as nuvens passarem no céu.

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um comentário

  1. É só ele ter um pouquinho de calma e aguardar o tempo passar. Em 2020 haverá eleições municipais e ele poderá tentar uma vaga para vereador. Mas antes, é preciso que ele encontre um partido disposto a aguentar o próprio, a ex-primeira ministra, o Dudu, o “menino de ouro”, o Themis e mais alguns eternos “puxa sacos”.

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