Senado cancela edital de UTI aérea

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Interior de uma UTI aérea
(Ilustrativa/Internet)

Depois da repercussão negativa sobre a contratação de uma UTI aérea para senadores, ex-senadores, dependentes e cônjuges, alvo de matéria do G1 na sexta-feira (26), a assessoria de imprensa do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), informou ontem, que o peemedebista mandou cancelar o pregão que seria aberto pela Casa para contratar, pelo período de um ano, uma empresa de serviços do gênero. (Leia matéria, aqui).
Extensiva a ex-senadores
A reportagem mostrou que o Senado previa gastar até R$ 450 mil para contratar uma empresa aérea para transportar, em casos de necessidade, senadores e seus dependentes, ex-senadores e até os cônjuges de ex-senadores. O documento previa que a empresa disponibilizasse dois aviões, um modelo Jato, ao custo de R$ 24 por quilômetro voado e outro Turbo Hélice, cujo quilômetro voado custaria R$ 21.
O cancelamento, segundo a assessoria de imprensa de Eunício, era “para evitar que houvesse especulações”.
A assessoria do senador explicou ainda que a licitação do serviço de UTI aérea para senadores e ex-senadores foi uma recomendação do TCU e que a concorrência aberta teria como objetivo estabelecer uma “estimativa”, para que o serviço fosse utilizado apenas quando necessário. Antes do cancelamento do edital, a assessoria do Senado, havia informado que a contratação do serviço de transporte aeromédico, estava prevista em um Ato da Comissão Diretora da Casa de 1995.
Mordomias com dinheiro público
Os beneficiários da UTI aérea, como se não bastasse esse conforto que milhões de brasileiros nem sonham ter acesso, já usufruem de regalias, como assistência domiciliar de emergência, urgência e traslado terrestre ou aéreo (alvo, novamente, de contratação)  . Além disso, também têm direito à assistência médico-hospitalar, médico-ambulatorial, odontológica, psicoterápica, fisioterápica, terapêutica complementar e de urgência, obstétrica e de enfermagem.
E sobra para o contribuinte brasileiro, pagar os “gastos públicos”!
Da Redação com G1 Brasília

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