Senadores fujões

Escrito por:
Dupla rondonopolitana, “capou o gato” da votação

Dois dos três senadores por Mato Grosso, os rondonopolitanos Wellington Fagundes (PR) e José Antônio Medeiros (PSD), “caparam o gato” – sinônimo popular de fugir, sumir, escafeder-se – ontem à noite, na votação do projeto que modifica a lei dos crimes de abuso de autoridade e o do fim do foro privilegiado.
Somente o senador Cidinho dos Santos (PR), com base na região pantaneira do Estado, votou a favor, após o projeto sofrer alterações.
Os projetos foram aprovados por 54 votos a 19, com a presença de 74 dos 81 senadores que compõe o plenário do Senado.
José Medeiros já havia se manifestado contra o projeto dos crimes de abuso de autoridade por várias vezes e juntamente com seu colega Wellington Fagundes, não compareceu à votação.
Os textos seguem agora, para análise pela Câmara dos Deputados.
Beleza, hein senadores?
Atualizada às 14h16:
O blog Estela Boranga comenta, recebeu agora há pouco, um telefonema de um dos assessores do senador José Antônio Medeiros, que esclareceu o seguinte:
O senador faltou à votação dos crimes de abuso de poder, mas esteve presente na votação do segundo projeto, sobre o fim do foro privilegiado.
Com a aprovação do primeiro, punições a qualquer agente público, incluindo membros do Ministério Público, juízes, deputados e senadores, passaram a vigorar.
Disse o assessor, que pouco antes de começar a votação do projeto sobre abuso de poder,  o senador sentiu intensas dores musculares e na coluna, tendo sido levado a um hospital de Brasília (apesar do Senado contar com um setor de assistência médica), onde foi medicado, tendo retornado ao plenário para votar sobre o fim do foro privilegiado.
À 1h, o senador embarcou para Cuiabá, onde foi conduzido para o Hospital Santa Rosa, tendo sido medicado e onde está em observação até a noite, quando está prevista a alta hospitalar.
Um “gaiato” que estava próximo, quando da minha conversa com o assessor do senador, não se conteve e deu seu pitaco: “Ah, bom! Eu pensei que ele não tivesse comparecido para votar sobre os crimes de abuso de poder, em razão do imbroglio sobre a vaga de Pedro Taques (PSDB), da qual era suplente e assumiu o Senado logo após Taques se eleger governador de Mato Grosso e que causou um vuco-vuco danado no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso”.
Como  se diz lá no meu Rio Grande amado: “Fica o dito pelo não dito e joga água na fervura!”.

Continue Lendo


um comentário

  1. Esses indivíduos ganham muito bem para o exercício do mandato parlamentar. O mínimo que poderiam fazer era comparecer à sessão e votar (sem aqui entrar no mérito se são contra ou a favor do projeto). Mas nem para isso servem. São inúteis remunerados com o dinheiro dos impostos pagos.

Opine aqui

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *