Sispmur defende auditoria e eleição no Impro

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Sispmur quer informações sobre o Impro
(A Tribuna MT)

Desde 2014 o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Rondonópolis (Sispmur), vem insistentemente pedindo intervenção e auditoria no Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores do Município (Impro), através de requerimentos constando dados e informações encaminhados a Polícia Civil, Federal, Ministérios Público Estadual e Federal e Tribunal de Contas do Estado, no documento apontava fatos e condutas consideradas irregulares, amplamente divulgado.
O Secretário geral do Sispmur, Rubens Paulo, destaca que foram encaminhados diversos protocolos registrados com os números 265/2014, 138/2015. Em 2015 foi pedindo diretamente ao Impro uma auditoria. “Quando era pra ser feita a eleição a administração municipal anterior suspendeu o processo eleitoral do Impro e nomeou o atual presidente, que passou a acumular cargos de secretário de Habitação e presidente do Impro, sob protesto da categoria, o Sispmur, lutou para que fosse realizada a eleição, pois a auditoria pedida não havia sido feita. Desde a posse do atual presidente o havíamos cobrado auditoria no órgão, em 2017 através de uma audiência, foi novamente pedido ao prefeito José Carlos para que fosse feita a correta apuração através de intervenção e auditoria para apurar os reais prejuízos do instituto. Segundo divulgação recente da PF, estamos entre os 30 institutos de previdência que levaram prejuízos de aproximadamente 880 milhões, esse prejuízo é referente aos fundos da BNY Melo, das quais o Impro tem em torno de 30 milhões investidos, de um total de 60 milhões em fundos privados, destes ao menos dois já quebraram com prejuízos milionários. Com essas informações em mãos faço a pergunta? Por qual motivo essa operação da PF? Da investigação do GAECO se está tudo certo? Quem vai prestar as contas desses prejuízos? Precisamos ter ciência com exatidão de como está atualmente às contas do Impro”, precisamos que o atual presidente divulgue a prestação de contas do órgão, trazendo transparência ao servidor, cadê a assembleia de prestação de contas?,”conclui.
Outro questionamento de Rubens Paulo é em relação à alíquota atuarial. “Há muito pouco tempo a alíquota atuarial estava em 20%, e hoje não sabemos a real situação desse número, já que falta transparência em relação a isso. Lutamos durante quatro anos para revisão do PCCV assim a prefeitura pode fazer concurso e ter mais servidores contribuindo com o instituto e sua alíquota diminuísse, voltando a credibilidade do Impro e sua alíquota caísse para os 11%, até o ano de 2020 existe um grande número de servidores para aposentar, o que pode elevar a folha do Impro. Se hoje o orgão tem tido melhoras nesses índices com a aplicação de dinheiro no instituto é graças ao trabalho realizado também pelo Sispmur na luta pela posse dos concursados,” destaca.
Rubens Paulo esclareceu ainda que o Sispmur sempre lutou para que houvesse eleições no Instituto e que as irregularidades fossem de fato repassadas aos servidores em números. “Hoje temos o TCE auditando o instituto, Gaego e a Polícia Federal dando batida dentro do Impro, e assistimos o atual presidente dizendo que ninguém deu prejuízo ao Impro e que não há necessidade de auditoria, passando a imagem que está tudo bem, como se não houvesse manchetes polícias e investigação sobre a entidade, e esclareço novamente; O Sispmur foi polo passivo de uma ação proposta pelo presidente do Conselho Curador da época, Messias Tadeu, para suspender o processo eleitoral, dando um golpe no direto democrático do servidor. Enquanto alguns tomavam conselho pela não eleição, sempre agimos com determinação para ter: eleição e auditoria. Não abrimos mão nem da eleição que é lei, nem da auditoria, por isso cobramos a investigação desde 2014 aos prefeitos e a atual diretoria do Impro em diversas ocasiões, que foi sistematicamente negado, além da negação de culpados, especialmente pelo amparo partidário como se deu,” conclui.
Da Assessoria

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