Situação da Santa Casa será discutida com o governador

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Assunto será pauta de audiência com Mauro Mendes

Com a presença da secretária Municipal de Saúde, Izalba Albuquerque, do presidente do Consórcio Regional de Saúde e prefeito de Poxoréu, Nelson Paim, de representantes do Grupo de Mulheres em Prol de Rondonópolis, do vice-presidente da Santa Casa, Sinésio Gouvea, e dos vereadores Jailton do Pesque Pague (PSDB), Reginaldo Santos (Cidadania) e Orestes Miraglia (SD), foi realizada na tarde de ontem (09), na sala de reuniões da Câmara Municipal de Vereadores, nova reunião para discutir e buscar um caminho a fim de resolver a situação financeira da Santa Casa de Misericórdia de Rondonópolis.
Promovida pela Comissão de Saúde do Poder Legislativo, a reunião buscou ouvir as pontuações e sugestões em busca de uma solução para o problema, que se repete várias vezes ao ano.
Sinésio Gouvea adiantou aos participantes, que a dívida geral da instituição chega, hoje, a R$ 26 milhões, em decorrência de subfinanciamento do SUS, fazendo com que a entidade banque o atendimento com créditos bancários, além de arcar com despesas de fornecedores e prestadores de serviços. Para ele, a solução está na atualização dos valores da tabela SUS, com o custo sendo coberto pelo comprador dos serviços, que é o Poder Público.
Além disso, o vice-presidente da Santa Casa apontou os pontos principais que precisam ser revistos, para que a solução seja encontrada. “Precisamos mudar quatro pontos, para o futuro: a relação das metas; a correção dos valores dos serviços prestados pelas UTIs, pelo Estado; a adoção de uma taxa de disponibilidade, para o atendimento privado; e que o Consórcio Regional colabore financeiramente também.”
Ao final, ficou definido que será marcada uma reunião nos próximos dias, com o governador do Estado, Mauro Mendes, com os prefeitos dos 19 municípios da região Sudeste, que são atendidos pela Santa Casa, a fim de buscar uma solução para a instituição hospitalar não fechar as portas.
“Precisamos unir as forças. A Santa Casa não pode fechar, por ser um hospital de referência regional e estadual. Nessa reunião com o governador, vamos discutir os valores que são repassados e estão defasados, para evitarmos que aconteça um problema dessa mesma magnitude, daqui uns anos”, disse o vereador Fábio Cardozo, presidente da Comissão de Saúde.
Por acompanharmos o assunto, reforçamos a necessidade de seja formada uma comissão bilateral gestora  que fiscalize  a demanda, os gastos e que exija o repasse, em dia, dos recursos relativos  ao atendimento do SUS.
Repetimos: quem não pode ficar na “linha de tiro” desse impasse, são os pacientes!


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