Sucessão de Taques: Mauro, Percival e Wellington, na parada

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Os três são cogitados à disputa (Página do Enock)

As articulações visando a sucessão de Pedro Taques no governo de Mato Grosso, já começaram há meses.
O senador Wellington Fagundes (PR) apesar de desviar do assunto, como quando em entrevista ao Blog Estela Boranga comenta em evento na Câmara Municipal de Rondonópolis, no ano passado, é cotado como um dos nomes fortes, para concorrer ao cargo.
Wellington terá como oponentes o ex-prefeito de Rondonópolis, Percival Santos Muniz (PPS) – que está só esperando a poeira baixar em relação ao desgaste do governo Temer, para se jogar nos braços do PMDB de Carlos Bezerra e sair candidato pela sigla – e o ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB).
Mauro Mendes deixou a prefeitura cuiabana com aprovação popular de mais de 70%, por obras realizadas na capital mato-grossense e também tendo entregue a prefeitura para o atual prefeito com dinheiro em caixa e como adimplente no pagamento dos servidores, inclusive com a revisão geral anual (RGA). Mauro Mendes ainda pode ser o nome ao Senado Federal, já que Blairo Maggi e José Medeiros deixam o mandato em 2018 e Wellington sai a governador, podendo, no  “frigir dos ovos”, apoiar um dos nomes de Rondonópolis à sucessão de Taques.
Percival – queimadíssimo em Rondonópolis, por sua péssima administração – deixou os cofres municipais “mais lisos do que sabão”, segundo o atual prefeito Zé Carlos do Pátio (SD), tendo como referência em obras acabadas somente a construção da ponte Aroldo Marmo de Souza sobre o rio Vermelho e outras tantas começadas e abandonadas, como a da revitalização da Praça dos Carreiros, vários PSFs espalhados pela cidade, além de ruas e avenidas esburacadas -, terá que lidar ainda com a rejeição que o PMDB enfrenta na cidade há anos e pelo governo golpista de Michel Temer.
Mas ocupar o Palácio Paiaguás já foi um sonho acalentado pelo “Barba”, que foi preterido por Blairo Maggi em 2007, o qual acabou se reelegendo no cargo.
Wellington por seu lado, tem base fraca em Rondonópolis também – já tentou se eleger prefeito, mas sem êxito -, mas em outras áreas de Mato Grosso “nada de braçada”, como mostram seus cinco mandatos sucessivos (1º de fevereiro de 1991 até 31 de janeiro de 2015) como deputado federal e agora como senador da República.
E essa preocupação com desgaste em Rondonópolis procede, pelo fato de que o município sempre foi o “divisor de águas, para a eleição a governador.
A briga promete ser grande, já que os três nomes são conhecidos do eleitorado mato-grossense.
Cogita-se que em caso de desistência da candidatura a governador para se lançar ao Senado, Mauro Mendes poderá apoiar Percival, já que Percival o apoiou em 2010, para governador, enquanto Wellington teria o apoio de Blairo Maggi (PP) e Adilton Sachetti (PSB), tradicionais desafetos do ex-prefeito de Rondonópolis, como é público e notório, podendo contar ainda com apoio do DEM, de Jayme Campos.
Pedro Taques por sua vez, bastante desgastado junto ao funcionalismo estadual, poderia tentar  o Senado Federal, novamente.
Resta somente saber, se a reação do eleitorado nas urnas vai corresponder às expectativas, dado o desgaste que sofre a classe política em todos os níveis.

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