Suspensão do Mais Médicos ameaça seriamente os brasileiros

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Cerca de 200 médicos cubanos já deixaram o Brasil
(TV Tambaú)

Diante das inúmeras medidas calamitosas anunciadas por Jair Bolsonaro (PSL), os brasileiros podem se preparar para viverem quatro anos de retrocesso, uma vez que elas mostram claramente que a falência econômica e social do Brasil, parece ser – insanamente – o objetivo maior do seu governo, que começa em janeiro próximo.
Uma das medidas que causará enormes prejuízos diretamente à população de baixa renda, principalmente a nordestina – como se fosse uma vingança pelos votos contrários a ele -, é a do desligamento dos mais de 8 mil médicos cubanos do Programa Mais Médicos, os quais atendem cerca de 24 milhões de pessoas, apesar da área da saúde da família cubana ser reconhecida, mundialmente, como excelente.
Mato Grosso
Dos 258 profissionais que atuam em Mato Grosso pelo programa, 132 são cubanos e devem deixar o país após Cuba desistir de fazer parte do programa, ao alegar ameaças feitas por Bolsonaro aos estrangeiros. O número de cubanos representa mais de 50% do total de médicos do programa no Estado.
Não só na área urbana, os médicos cubanos atendem a população indígena em cinco Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) de Mato Grosso. São 35 profissionais distribuídos nas unidades de saúde dos DSEIs do Araguaia (5); de Cuiabá (11); Kayapó (4); Xavante (9) e Xingu (6).
Criado pelo governo federal em 2013, o Mais Médicos contempla três eixos estruturantes: ampliação e melhoria da infraestrutura das unidades básicas; provimento emergencial de médicos em locais de difícil acesso e nas periferias das grandes cidades por meio de adesão dos municípios a editais lançados pelo Ministério da Saúde; e a adesão de médicos.
O Mais Médicos contrata profissionais de várias nacionalidades e não apenas cubanos. Todos os estrangeiros que participam do programa federal têm autorização de atuar no Brasil, mesmo sem ter se submetido ao Revalida.
Os médicos cubanos atendiam em localidades distantes, onde é público e notório que a maioria dos médicos brasileiros não fazem questão de trabalhar, preferindo o conforto dos grandes centros.
Quem vai atender a essas comunidades?
Vamos assistir à morte lenta dos doentes que ficarem a descoberto?
É isso que esse governo quer?
Da Redação com G1MT

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