O imbróglio decorrente do RondonFolia 2017, apesar de terem tentado colocar “panos quentes em cima”, parece que está começando a vir à tona.
O Blog Estela Boranga comenta teve acesso aos “deslizes” cometidos no evento, num desabafo dos que prestaram serviços e não receberam para tal,  semanas depois do encerramento.
Achei melhor aguardar uma tomada de posição pelos envolvidos no imbróglio, que tanto são do “lado de cá” quanto do “lado de lá”, mas certamente se achavam acima de qualquer suspeita e que resolveriam as coisas, “debaixo do quieto”. Mas isso não aconteceu e agora o “furdunço” está armado.
E o blog parabeniza o vereador Fábio Cardozo (PPS) por ter apresentado requerimento – aprovado por todos os vereadores – para a elucidação dos fatos, que culminou com o início de um debate na manhã de ontem pelos vereadores e as partes envolvidas no RondonFolia/2017 e tem continuidade hoje.
Para não restar nenhuma dúvida sobre a questão, creio que deva ser levado também ao Ministério Público Estadual (MPE), uma vez que envolve recursos públicos.
O blog já tinha questionado da real necessidade ou não de se realizar o evento, em matéria do dia 11 de novembro do ano passado (leia aqui), ressaltando que a cidade necessitava de outras realizações, em primeiro lugar.
Muitos foram os que criticaram essa minha postura – como é de seu direito -, mas sem saber, a fundo, os interesses que poderiam estar envolvidos. E acabou dando no que deu.
Por mais boa intenção que o vice-prefeito Ubaldo Tolentino de Barros (PTB) tenha tido em coordenar a comissão organizadora do evento, não se apercebeu do que se passava por detrás e acabou se deixando levar por intenções que teriam alguns mal-intencionados que o cercavam, que de antemão já se previa o que buscavam com a insistência para fazer ressurgir o RondonFolia: o interesse único e exclusivo, de ganhar dinheiro em cima do evento público.
Com um projeto moderno e arrojado, encheram os olhos dos que facilmente se deixam cair na “conversa mole” e agora tentam tirar o “corpo fora”, deixando a culpa nas costas do vice-Prefeito, que mesmo sendo uma característica nata sua ser amigo de todo mundo, tem que passar a selecionar melhor as pessoas que o cercam e que o assessoram, até por exigência do cargo.
Tive conhecimento de todos os fatos que se passaram durante e depois do evento, por pessoas que até agora não receberam pelo serviço prestado, como é o caso das bandas que cumpriram com o contratado e também com o que não lhes cabia cumprir e estão a “ver navios” até agora, enquanto outros que participaram da organização, trataram de “forrar suas algibeiras”.
Também o blog teve conhecimento de que havia pessoas comercializando espaço para bares nas redes sociais, antes mesmo do sorteio para cessão gratuita desses espaços e e também denunciei isso em matéria.
Apesar da tomada de providências por Ubaldo Barros para coibir esse ilícito, ficou a dúvida de como essas pessoas tinham a certeza de que teriam esses espaços reservados para comercializarem à margem da comissão organizadora?
E, por fim, na semana passada, me foi repassado por fonte de alta credibilidade que um dos coordenadores do evento, que cumpriu “mal e porcamente” suas funções na equipe, preferindo “encher o caco” nas noites do RondonFolia, havia comercializado dois camarotes a um custo unitário de R$ 7.500,00, com o dinheiro indo direto para seus bolsos.
Certamente R$ 15 mil ganhos dessa forma, são motivo para tomar todas do “pedaço”, como ele fez nas cinco noites do RondonFolia.
O blog apoia inquestionavelmente a abertura de uma Comissão Especial de Investigação (CEI) pela Câmara dos Vereadores, que além de levantar as questões obscuras que aí estão, também poderá desvestir velhos lobos conhecidos que se vestem de cordeiro, acabando de vez com aqueles que vivem, sorrateiramente, de aplicação de golpes e se fazem passar por íntegros e honestos, aos olhos de quem não os conhece a fundo.