Postagem de Temer no Twitter

O jornalista Luiz Nassif, em sua coluna de hoje no GGN, respondeu à postagem de Michel Temer feita em seu twitter no dia 17, de que “o índice do Banco Central cresceu 1,3 % em fevereiro. É o segundo crescimento seguido. Resultado do fortalecimento das reformas econômicas”.
Diz Nassif em sua coluna, que esta semana, “o governo acenou com três boas notícias: a melhoria no índice PMC (Pesquisa Mensal de Comércio) e PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), medidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central).
O fato foi saudado em manchetes de todos os jornais e ajudou a reforçar a ideia de que o país está à beira da recuperação, e esse movimento poderá ser comprometido pela não votação da reforma da Previdência.
Trata-se de uma manipulação que compromete a imagem do órgão, presidido pelo economista Paulo Rabello de Castro.
A pesquisa se baseou em estudos que alteraram as ponderações dos diversos segmentos de comércio e serviços. O correto seria refazer as duas séries a partir de 2014, com a nova metodologia. Seria a maneira correta de calcular as variações de janeiro e fevereiro.
Em vez disso, o órgão só refez 2017. Trata-se de manipulação ampla, anti-científica. Comparam-se dados de 2017, com a nova metodologia, com dados de 2016, com a metodologia antiga. É o mesmo que comparar maçãs e laranjas. E tudo isso sem avisar ninguém, sem apresentar os dados. Apenas hoje, terça, haveria uma coletiva para anunciar as mudanças.
Como os dois índices entram na composição do IBC-Br, este índice também sofreu os efeitos da manipulação.
Como há técnicos sérios no IBGE, provavelmente começaram a trabalhar na reconstrução das séries a partir de 2014.
Leve-se em conta que é a terceira instituição pública, de produção de dados e analises, a sofrer manipulação por parte de dirigentes colocados pelo esquema Temer. A segunda é o IPEA. A terceira, a EBC, com esse jornalista inacreditável, Laerte Rímoli”, concluiu o jornalista.
Manchetes na mídia nacional, endossando a “manipulação” de Temer

bolsa-familiaO Ministério Público Federal (MPF) expediu recomendações a 4.703 prefeituras brasileiras, para que realizem visitas domiciliares a mais de 870 mil beneficiários do programa Bolsa Família, suspeitos de não cumprir os requisitos econômicos estabelecidos pelo governo federal para recebimento do benefício. Segundo o Raio-X Bolsa Família, projeto de iniciativa do MPF, de 2013 a maio de 2016, os pagamentos a perfis suspeitos de irregularidades totalizam mais de R$ 3,3 bilhões. O Raio-X Bolsa Família é uma ação nacional coordenada pelas Câmaras Criminal e de Combate à Corrupção do MPF.
Dados
O diagnóstico apontou grupos de beneficiários com indicativos de renda incompatíveis com o perfil de pobreza ou extrema pobreza exigido pelas normas do programa. Os perfis suspeitos foram classificados em cinco grupos: falecidos; servidores públicos com clã familiar de até quatro pessoas; empresários; doadores de campanha; e servidores doadores de campanha (independentemente do número de membros do clã familiar).
MT
Em Mato Grosso, foram detectados 13.107 perfis suspeitos de um total de 306.375 beneficiários – totalizando o pagamento irregular de R$ R$ 44.953.941-, nos seguintes municípios: Araguainha, Planalto da Serra, Santa Rita do Trivelato, Santa Cruz do Xingu,Rondolândia, Tapurah, Campos de Júlio, Canabrava do Norte, Novo Santo Antônio, General Carneiro, Itiquira, São Félix do Araguaia, Nobres, Marcelândia, Salto do Céu, Primavera do Leste, São José do Povo, Conquista d`Oeste, Cuiabá e Pontes e Lacerda.
Saiba tudo no endereço www.raioxbolsafamilia.mpf.mp.br
Fonte: MPF

Imagem: TSE
Imagem: TSE

O Tribunal de Contas da União (TCU) entregou na segunda-feira (5) ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relatório com 38.985 doadores de campanha com indícios de irregularidades na disputa eleitoral deste ano, o que significa 34% do total de 114.526 doadores. De acordo com os dados, há 35 pessoas que deram dinheiro para candidatos, mas já são falecidos, com registros de óbitos nos cartórios. Há, ainda, doadores que são beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família.
Foram identificados ainda 1.426 fornecedores de campanha com indícios de irregularidades, o que representa 2,3% do total de fornecedoras. Entre os indicativos de ilicitude encontrados pelo TCU, destaca-se empresas sem capacidade operacional para prestar o serviço ou entregar o produto contratado, organizações sem empregados registrados ou não cadastrados na Receita Federal ou na Junta Comercial do município.
Os dados são resultados de um cruzamento de dados feito por meio de uma parceria entre o TSE e o TCU vai mudar a forma de acompanhar as arrecadações e despesas dos candidatos e partidos políticos durante as campanhas eleitorais. O processo permite que as informações enviadas pelos concorrentes às vagas sejam cruzadas com registros de outros bancos de dados. O objetivo é encontrar indícios de irregularidade ainda no início dos pleitos. Até as eleições de 2014, a Justiça Eleitoral recebia os esclarecimentos sobre o financiamento de campanha em três etapas: na primeira parcial de campanha, na segunda e na prestação de contas finais.
Agora, o novo sistema permite ao TCU a elaboração de relatórios semanais. Com a alteração proposta pela Reforma Eleitoral desde 2015, as doações recebidas e os gastos das campanhas precisam ser informados a cada 72 horas à Justiça Eleitoral. O prazo é estabelecido a partir do recebimento do crédito em conta corrente do partido ou do candidato.
Empreendendo maior rigor de fiscalização, a Justiça Eleitoral começa a detectar os abusos que se processam no período eleitoral.
Imaginem em eleições passadas o que os corruptos foram capazes de fazer, para burlar a legislação eleitoral. 
Fonte: Congresso em Foco