(Imagem: Internet)
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A partir desta semana, a Câmara dos Deputados irá compor a comissão especial, que tratará de implementar a tão esperada reforma política.
Dentre os pontos s serem incluídos, estão mudanças nas regras eleitorais, principalmente após as eleições municipais deste ano, as primeiras na história política brasileira que aconteceram sem doações de empresas às campanhas.
A impossibilidade do retorno do financiamento empresarial parece ser bandeira unânime. No entanto, existem divergências em relação ao sistema de votação e à necessidade de endurecimento das regras eleitorais.
Sistema eleitoral
Também três sistemas eleitorais, estão na mesa de negociações da reforma política. Um deles é um misto dos dois modelos básicos, majoritário e proporcional. A principal diferença entre eles recai sobre o voto em candidato ou na distribuição da legenda. O sistema majoritário garante a eleição do nome mais votado, o proporcional, adotado atualmente no país, distribui votos recebidos.
Majoritário ou distrital
É divido em subtipos. Um deles, chamado de maioria simples, é usado para a escolha dos nomes que comporão o Legislativo. Nesse caso, o território é dividido pelo número de cadeiras a serem preenchidas, e cada partido indica um candidato por distrito. São eleitos os mais votados em cada distrito. Críticos desse modelo, aplicado nos Estados Unidos e no Reino Unido, afirmam que o sistema cria dificuldades para partidos menores já que a eleição é definida pela concentração espacial dos votos. Entre as vantagens apontadas, está a uni-partidariedade – quem vence não precisa firmar alianças porque assume com maiorias próprias.
Outros tipos de sistema distrital ou majoritário aparecem como variações. No caso da votação em dois turnos, ocorre uma segunda eleição nos distritos se o primeiro e o segundo não tiverem conseguido pelo menos 50% mais um dos votos. O modelo é semelhante ao aplicado no Brasil nas eleições para presidente, governador e prefeito de cidades com mais de 200 mil habitantes. O subtipo do voto alternativo permite que o eleitor elenque, na cédula eleitoral, os candidatos de acordo com a ordem de sua preferência.
Proporcional
É o sistema usado no Brasil para escolha de vereadores e de deputados federais e estaduais. A regra procura garantir um equilíbrio entre o número de eleitores do partido e a representação parlamentar. Isso pode ocorrer por voto único transferível e representação proporcional de lista. Em cada estado (ou município, no caso dos vereadores), os eleitores votam independentemente do partido de cada candidato.
Vencem os candidatos que atingirem determinada quota de votos em cada circunscrição. Os votos recebidos além da quota são transferidos proporcionalmente ao segundo nome da coligação mais indicado pelos eleitores.
Caso os votos transferidos sejam insuficientes para emplacar o nome do segundo colocado, os menos votados transferem todos os seus votos, proporcionalmente, para os demais até que todas as cadeiras sejam preenchidas. Na prática, o sistema proporcional permite o uso de puxadores de legenda, candidatos com votação expressiva, para eleger outros nomes da coligação com menos votos.
Misto
Também pode ser dividido em dois subtipos. O subtipo da combinação divide parte das vagas do Legislativo por voto proporcional e outra por voto majoritário. Em alguns locais, o eleitor vota no candidato e dá outro voto para a legenda, que é registrado para a divisão das cadeiras a serem preenchidas pelo critério proporcional.
No sistema misto de correção, o voto é dado para diretamente para o candidato do distrito. As cadeiras proporcionais são distribuídas conforme o total de votos dados ao partido. Em alguns países, o eleitor vota no candidato do distrito e dá outro por lista partidária, que é calculada a partir do número de cadeiras por partidos no sistema proporcional. Outros países dividem as regras do sistema proporcional para ocupar as vagas no Legislativo, ou seja, os mais votados no distrito assumem as primeiras cadeiras.
Com AgBr

Catsmob.com - The coolest pics on the net!Nesta semana que antecede o pleito eleitoral, o país foi sacudido por uma onda de assassinatos que há muito tempo não se registrava.
Na tarde de segunda-feira (26), o presidente da escola de samba Portela e candidato a vereador pelo PP, Marcos Vieira de Souza, o Falcon (52), foi morto a tiros em seu comitê de campanha em Madureira, zona norte do Rio de Janeiro, por dois homens encapuzados.
Falcon era subtenente da PM e já havia sofrido outros atentados, anteriormente.
Na quarta-feira, em Cuiabá, o pai do candidato a vereador Julio Cesar Maia Pereira (PT do B), conhecido como Julio da Power, morreu após ser baleado em um ato político no Bairro Sol Nascente. O candidato a vereador também foi baleado.
Custódio Alves (58 anos), acompanhava o filho durante uma caminhada naquele bairro, quando foram abordados por dois homens, em uma motocicleta, que dispararam quatro tiros no peito do pai do candidato, um no braço esquerdo e outro no queixo. O candidato foi baleado também no peito, mas sobreviveu.
Segundo familiares, um dos homens abordou Custódio Alves e disse para ele entregar um relógio, uma corrente e uma pulseira que usava. A vítima reagiu e foi baleada, mortalmente
Também na quarta-feira, o ex-prefeito e candidato à prefeitura de Itumbiara (GO) José Gomes da Rocha (PTB), foi morto a tiros durante carreata eleitoral naquela cidade, em que participava o vice-governador de Goiás, José Eliton (PSDB), que também foi baleado, além de pessoas que acompanhavam o evento político ao lado dos dois.
O autor dos 13 disparos, um funcionário de carreira da Prefeitura, e um policial militar morreram minutos depois do atentado, em tiroteio.
Na quinta-feira, em Cantagalo, interior do Paraná, Emílio Gervásio, coordenador da campanha do candidato a prefeito Jair Rocha (PR), também foi morto a tiros. O crime aconteceu próximo ao comitê de campanha.
Lamentável sob todos os aspectos, tenham sido os atentados cometidos por motivação política ou não.