Desde as 22h de ontem, os trabalhadores dos Correios estão em greve, por tempo indeterminado. As ameaças de privatização e demissões, o fechamento de agências e o “desmonte fiscal” da empresa, com diminuição do lucro devido a repasses ao governo e patrocínios, são os principais motivos para a mobilização, segundo a Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares (Fentect).
Os trabalhadores do setor se unirão às manifestações da Greve Geral, marcadas para ocorrerem em todo o país amanhã (28), contra as reformas trabalhista e da Previdência do governo Michel Temer (PMDB).
Por sua vez, a empresa informou que, caso o movimento grevista seja deflagrado, serão adotadas medidas necessárias para garantir a continuidade de todos os serviços..

Aeronautas discordam de pontos da reforma
(Foto: UOL)

A exemplo de outras tantas categorias de trabalhadores que discordam da reforma trabalhista do governo de Michel Temer, também os pilotos e comissários de voo de todo país, decidiram hoje, em assembleia, decretar estado de greve para pressionar o governo e parlamentares a fazer mudanças no texto da reforma, que tramita em regime de urgência no Câmara dos Deputados. Uma nova reunião da categoria está marcada para a próxima quinta-feira, quando os aeronautas decidirão se paralisam suas atividades ou encerram o movimento.
Pontos discordantes
Eles reclamam principalmente do trecho da reforma que trata do trabalho intermitente, permitindo a convocação apenas para trabalhos esporádicos, sem contratação permanente. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Rodrigo Spader, como as empresas aéreas têm períodos de altos e baixos na movimentação, o trabalho intermitente poderia ser aplicado, prejudicando os empregados do setor.
“Nos períodos de baixa nós seriamos dispensados do nosso trabalho e seríamos chamados somente quando a aeronave voasse novamente. Então isso atingiria tanto pilotos de pequenas aeronaves como de grandes empresas”.
Segundo Spader, a prática poderia inclusive prejudicar a segurança do transporte aéreo. “Os pilotos e comissários necessitam ter um trabalho contínuo para a manutenção das habilidades técnicas. Se um aeronauta voa um mês e folga outro a todo momento, até os níveis de segurança de voo podem ser afetados”, disse.
Justa causa
Outro ponto da reforma trabalhista criticado pelos aeronautas é a dispensa por justa causa no caso de perdas de licenças ou certificados. De acordo com Spader, no caso dos pilotos e comissários isso seria um retrocesso. “Justamente em um momento de fragilidade do aeronauta, em que ele perde uma licença, ou por exame médico ou para voar em uma determinada aeronave, ele seria demitido, sem direito ao saque do FGTS [Fundo de Garantia do Tempo de Serviço], aviso prévio”, criticou o presidente do sindicato.
A categoria pretende conversar nos próximos dias com o relator do projeto, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), e com outros parlamentares para apresentar emendas que modifiquem o texto da reforma. “Queremos pressionar o governo para efetivamente negociar a reforma”, disse Spader.
Com Agência Brasil

Assembleia será em frente ao TRT
(Foto: Arquivo/G1 MT)

Logo mais às 14 horas, o Sindicato dos Funcionários Públicos da Saúde e do Meio Ambiente do Estado de Mato Grosso (Sisma-MT), estará realizando uma assembleia geral extraordinária, para tratar da PEC 287 – Reforma da Previdência, da Reforma Trabalhista, e também quanto a reivindicações das categorias feitas ao governo do Estado, além da adesão à Greve Geral no dia 28 deste mês, programada pelas centrais sindicais e movimentos sociais.
Agravado pela negativa do governador Pedro Taques (PSDB), em conceder aos servidores públicos a Revisão Geral Anual (RGA) ainda de 2016, o diálogo entre as partes tem se mostrado difícil e complexo, podendo redundar na deflagração de mais uma greve das categorias, conforme a decisão que sairá da assembleia, hoje à tarde.
A assembleia geral extraordinária será realizada em frente ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT), em Cuiabá, no Centro Político Administrativo da Capital.

Taques mandou recado aos servidores
(Foto: Olhar Direto/arquivo)

O governador de Mato Grosso, Pedro Taques (PSDB), em entrevista coletiva concedida na manhã de ontem – sobre vários assuntos pertinentes à administração estadual -, também mandou um recado aos servidores públicos estaduais: “Caso haja greve, os dias parados serão descontados dos salários. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu isso e eu cumpro a lei”, avisou.
Pedro Taques pediu aos servidores “compreensão” pelo momento de crise em que o país e o Estado de Mato Grosso passam. “O momento não é de greve, principalmente na Educação. Nos mantivemos a duras penas os aumentos e reajustes concedidos pelas gestões passadas”, frisou.
Não há retorno
Ele lembrou que os professores recebem, atualmente, o segundo melhor salário do país, mas ressaltou que o Estado não tem a segunda melhor Educação. Taques ainda pontuou que o trabalho que é desenvolvido na Secretaria de Educação, vai levar o Estado até 2018 a figurar entre os 10 estados com os melhores indicadores da Educação, do país.
Ainda sobre a possibilidade de greve, pois o governo não fez previsão no orçamento para concessão da revisão geral anual (RGA) para o servidor público, Taques disse “crer que esse ano não teremos greve. Mas caso haja, vou tomar as medidas cabíveis”.
Com Blog do Antero