Ganhando fôlego
(O Globo)

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão a respeito da prisão preventiva de Aécio Neves (PSDB-MG), na sessão de hoje, em razão do pedido apresentado por sua defesa para que a decisão fosse remetida da Primeira Turma, composta por cinco juízes, para o plenário do STF, no qual estão todos os 11 ministros.
Alvo da Operação Patmos da Polícia federal (PF), baseada nas delações premiadas da JBS, Aécio Neves responde no STF, por corrupção passiva e obstrução de justiça.
Não há data definida, para o reexame do caso.

 

(Montagem/reprodução)
Afrêni e José Taveira (montagem/reprodução)

A Polícia Federal (PF) realiza esta manhã, uma operação para desarticular uma quadrilha responsável pelo desvio de R$ 4,5 milhões em recursos federais, por meio da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago). Segundo as investigações, as verbas eram destinadas ao pagamento de dívidas políticas.
A Operação Decantação cumpre 120 mandados judiciais em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Formosa e Itumbiara, em Goiás, além de São Paulo e Florianópolis (SC). Entre os presos estão o presidente estadual do PSDB, Afrêni Gonçalves, e ex-secretário da Fazenda de Goiás e atual presidente da Saneago, José Taveira Rocha.
Cerca de 300 policiais participam dos trabalhos, que conta com apoio do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, evitou um prejuízo de quase R$ 7 milhões.
No total são cumpridos 11 mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 21 de condução coercitiva e 67 de busca e apreensão na sede de empresas envolvidas e do PSDB em Goiânia, além de residências e outros endereços relacionados aos investigados.
Esquema
Segundo a PF, a investigação apurou que dirigentes e colaboradores da Saneago promoveram licitações fraudulentas, por meio da contratação de uma empresa de consultoria envolvida no esquema criminoso.
Desta forma, recursos públicos federais do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), de financiamentos do Bando Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e da Caixa Econômica Federal, foram desviados para pagamento de propinas e dívidas de campanhas políticas.
Ainda segundo a investigação, a consultoria contratada pela Saneago também é suspeita de favorecer empresas que participavam do conluio e que eram responsáveis, posteriormente, por doações eleitorais.
Os envolvidos responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraudes em processos licitatórios. Também foi determinado o afastamento da função pública de oito servidores e a proibição de comunicação entre nove envolvidos.
Com G1 GO

Foto: Ilustrativa
Foto: Ilustrativa

A polícia de Campo Novo do Parecis (MT), prendeu na manhã de ontem, uma babá e o marido, suspeitos de estupro de vulnerável contra uma menina de 3 anos.
A babá D. J. S.(50) e seu marido A. A. S.(40) foram presos após o cumprimento de mandado de prisão preventiva, decorrente de investigações que já se processavam há quatro meses, após a mãe da menina ter procurado a Polícia Civil e relatar que sua filha estaria apresentando comportamento sexualizado.
Instaurado o inquérito e as investigações, os policiais descobriram que a criança havia vivendo situações de abuso na residência de D. J. S., quando ficava sob seus cuidados, enquanto a mãe estava no serviço. A criança foi cuidada pela acusada, de agosto de 2015 até final do mês de janeiro deste ano.
A mãe desconfiou, quando a criança reclamou de ardência na região genital.
A criança relatou aos psicólogos da equipe multidisciplinar daquele município, que o acusado A.S.S. pegava na sua “pepeca”, fazia “xixi” na sua barriga e que também “sentava no colo do tio” sem as roupas. tendo reclamado de
A menina se submeteu a exames periciais e o laudo de constatação de violência sexual foi inconclusivo. Entretanto, o médico legista que a atendeu, informou que crianças têm o poder de cicatrização muito rápido e o resultado do laudo não afasta a possibilidade da ocorrência do ato libidinoso relatado.
Com base nos indícios e provas de abuso constantes no laudo da equipe multidisciplinar do município, a Polícia Civil pediu a decretação da prisão preventiva do casal à Justiça, por abuso de vulnerável, com parecer favorável do Ministério Público.
Após a prisão, ambos negaram os abusos e afirmaram que cuidavam da criança como se fosse sua filha.