Categoria vai paralisar atividades em todo o País
(Arquivo/divulgação)

Em protesto contra o aumento dos combustíveis, sobremaneira o óleo diesel, sancionado por Michel Temer na semana passada, caminhoneiros de todo o Brasil irão paralisar amanhã (1º) suas atividades por tempo indeterminado.
A categoria em Mato Grosso – estado em que se paga um dos valores mais altos pelos produtos – vai participar da paralisação, que só será encerrada depois do governo golpista baixar os valores dos combustíveis.
ATC
A Associação dos Transportadores de Cargas de Mato Grosso (ATC), sediada em Rondonópolis – composta por mais de 100 empresas do gênero e que agrega uma frota de cerca de 8 mil caminhões, entre bitrem e rodotrem – segundo informações repassadas agora há pouco ao Blog Estela Boranga comenta pelo diretor executivo da entidade, Miguel Mendes, não irá aderir ao movimento, aguardando um pouco mais o cenário em todo o País. “Mesmo assim, concordamos com as reivindicações e já prevemos que, com as outras entidades representativas aderindo, não haverá possibilidade de tráfego pela frota da ATC, cujos veículos deverão permanecer nos pátios das empresas”, salientou ele.
Adesão
Por outro lado, confirmaram a adesão ao movimento o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de Mato Grosso (Sindmat) e o Movimento dos Transportadores de Grãos (MTG) – que agrega os condutores autônomos, cujo representante, Gilson Baitaca, já se encontra em Rondonópolis desde a tarde de hoje, para iniciar o movimento amanhã, nas primeiras horas do dia, no trecho urbano das rodovias federais.
Baitaca já adiantou em entrevista à imprensa, que a classe espera que o governo federal recue desse aumento inadmissível, “que está sendo jogado nas costas do setor de transporte. Vamos lutar pela redução do valor do combustível, com o bloqueio acontecerá nas principais rodovias que cortam o Brasil e toda a classe está unida nessa causa” finalizou.

Cidade de Pedra pode fechar as portas
(Foto: ÔnibusdoBrasil)

A Empresa Transportes Coletivos Cidade de Pedra Ltda, que opera o transporte urbano em Rondonópolis há mais de 10 anos, está na iminência de parar definitivamente as atividades na cidade, devido a estar enfrentando inúmeros problemas de ordem financeira, ocasionados pela defasagem custo/benefício.
O Blog Estela Boranga comenta conversou por telefone, agora à tarde, com o gerente geral da empresa, Paulo Sérgio da Silva, que confirmou a intenção da empresa vir a rescindir unilateralmente os contratos de concessão dos serviços, que possui com a Prefeitura de Rondonópolis, num prazo máximo de 90 dias.
Protocolos
A Cidade de Pedra já havia protocolado junto à Prefeitura, no dia 09 de dezembro do ano passado, uma Notificação Administrativa, comunicando a decisão de suspender, definitivamente, as atividades na cidade.
Como houve a mudança de gestão municipal, também foi protocolado um documento similar, no dia 18 deste mês, igualmente relatando a intenção de rescindir unilateralmente, os contratos.
“A empresa vem enfrentando uma dificuldade financeira muito grande, para manter as atividades”, disse o gerente geral da Cidade de Pedra, complementando que o contrato de exploração do transporte coletivo urbano, está vencido há três anos.
Defasagem
Paulo Sérgio da Silva adiantou que a defasagem financeira da empresa em 2016, foi de R$ 1, 7 milhão. “Na espera de uma solução favorável a ambos os lados, temos desembolsado recursos do próprio bolso para manter as atividades. Mas não está dando mais”, desabafou ele.
A empresa Cidade de Pedra possui uma frota de 80 ônibus que cobre 30 itinerários, transportando de 26 a 27 mil passageiros por dia, em média, com a tarifa sendo paga somente por 17 a 18 mil pessoas.
Contra o tempo
Diante da decisão da empresa concessionária em paralisar as atividades em definitivo, o que poderá causar um grande e grave problema à administração municipal e principalmente aos trabalhadores e estudantes, que dependem desse tipo de transporte, vereadores que compõem a Comissão de Transporte da Câmara Municipal e também a União Rondonopolitana de Associações de Moradores de Bairros (URAMB), mantiveram reunião com o gerente geral da Cidade de Pedra, para se inteirar da situação grave que se avizinha, e buscar uma solução junto ao prefeito Zé Carlos do Pátio (SD). Caso aconteça a rescisão, o município terá de assumir o transporte coletivo na cidade.
Enrolando com a barriga  
O mais absurdo nisso tudo, é que o ex-prefeito Percival Santos Muniz (PPS) “enrolou com a barriga” – como o Blog Estela Boranga comenta citou diversas vezes – também o assunto da renovação do contrato, deixando para no apagar das luzes de seu mandato, lançar concorrência pública para licitar nova empresa, deixando mais um “abacaxi” nas mãos do novo prefeito, como está acontecendo também em relação aos aprovados no Concurso Público, que deveria ter sido feito em ano anterior, mas que ele deixou para fazê-lo somente em junho do ano passado.
E deu no que deu!

(Imagem: Caminhõesecarretas)

A Comissão de Viação e Transportes (CVT) da Câmara dos Deputados aprovou no dia 6, projeto de lei (PL 528/15) que define uma política de preços mínimos, a ser praticada pelo setor de transporte de cargas.
O texto determina que nos meses de janeiro e julho, o Ministério dos Transportes (MT) regulamente, com base em proposta da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), os valores mínimos referentes ao quilômetro rodado na realização de fretes por eixo carregado.
A publicação dos valores a serem praticados, deve ocorrer até os dias 20 de janeiro e de julho e a não observância dos valores, sujeitará o infrator a penalidades a serem definidas em julgamento.
Quilometragem
O projeto já prevê valores mínimos que até que seja editada a norma do Ministério dos Transportes: de R$ 0,90 por quilômetro rodado para cada eixo carregado, no caso de cargas refrigeradas ou perigosas; e de R$ 0,70, nos demais tipos de cargas. Para fretes considerados curtos (em distâncias inferiores a 800 quilômetros), esses valores são acrescidos em 15%.
Ainda segundo a proposta, a definição dos preços mínimos deverá contar com a participação de sindicatos de empresas de transportes e de transportadores autônomos de cargas, além de representantes das cooperativas do setor. Os valores deverão levar em conta, prioritariamente, a oscilação e a importância do valor do óleo diesel e dos pedágios na composição dos custos do frete.
Reserva
O texto estabelece uma reserva em relação aos recursos aplicados pelo governo federal no pagamento de transporte rodoviário de cargas. Pela proposta, no mínimo 40% sejam utilizados na contratação de fretes realizados por cooperativas de transporte rodoviário de cargas.
O projeto afirma ainda que a remuneração da empresa transportadora, quando o frete for realizado por transportador autônomo, não poderá ser superior a 5% do valor pactuado com o embarcador ou proprietário da carga, em caso de transportador-agregado, e de 7% quando o transportador for independente.
Valores predatórios
O relator deputado José Stédile (PSB-RS) defende o projeto, por entender que os preços hoje praticados não permitem que o caminhoneiro sequer cubra os custos com o transporte (combustível, pneus, alimentação, manutenção do veículo e pedágios).
Tramitação
O projeto tem caráter conclusivo e ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.
Com Agência Câmara Notícias