(Foto: Imagem pública)

Na tarde de hoje, diversos movimentos sociais, juristas e entidades de estudantes entregaram à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal, uma petição com mais de 250 mil assinaturas que repudia a posse de Alexandre de Moraes, como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O abaixo-assinado foi encabeçado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) e encaminhado um dia antes da sabatina de Moraes pelos senadores, que está prevista para acontecer amanhã.
Entidades
A articulação para entrega das assinaturas envolveu diversas entidades de direitos humanos, como o Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), o Conectas Direitos Humanos, a Artigo 19, o Justificando, além de outras entidades. Dentre as dificuldades enfrentadas, estava a logística para enviar tantas assinaturas impressas, bem como a forma de se entregar o documento, em uma casa cuja maioria é aliada ao governo que o indicou.
Para a presidente do Centro Acadêmico, Paula Masulk, a reputação de Moraes não é ilibada. Ela denunciou que a PM de São Paulo, é uma das mais truculentas. “Foi repressiva com estudantes secundaristas, Moraes permitiu reintegração de posse sem mandado judicial. Diante da crise carcerária, ele demonstrou uma atitude displicente”, disse.
Parlamentares
Os estudantes foram ao Senado acompanhados por parlamentares da oposição, como Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Jandira Feghali (PC do B-RJ) e Glauber Braga (PSOL-RJ). “A gente já viu a postura dele em outros cargos que ocupou, como a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo, o Ministério da Justiça. À frente desses cargos ele demonstrou desrespeito a direitos fundamentais, a direitos humanos”, afirmou Paula.
Servidores da CCJ receberam as assinaturas. Paula Masulk disse que o presidente da comissão, senador Edison Lobão (PMDB-MA) e o relator da indicação de Moraes, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), não quiseram receber representantes do movimento. O senador Randolfe Rodrigues informou que já foi apresentado um requerimento à CCJ, para que o abaixo-assinado seja anexado aos documentos do processo de indicação de Moraes, naquele colegiado.
Movimentações
O abaixo-assinado reforça uma série de movimentações, que estão ocorrendo contra a nomeação de Moraes. Desde a semana passada, diversos advogados de diferentes regiões do país, entraram com ações populares em série na Justiça, para tentar barrar o processo de indicação. Caso um dos juízes federais aceite o argumento, a sabatina será suspensa liminarmente.
Com Agência Senado/Carta Capital

Indicação ao STF, enfrenta rejeição
(Foto: Folha UOL)

Apenas um dia após a indicação de Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal (STF), um abaixo-assinado online já reúne mais de 50 mil assinaturas contra a nomeação anunciada pelo presidente Michel Temer (PMDB). O documento foi criado pelo Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde o ministro da Justiça estudou.
Moraes foi indicado na segunda-feira (6) pelo presidente para substituir, no STF, a vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki, morto no mês passado em um acidente de avião.
Repúdio
O Centro Acadêmico XI de Agosto, que representa os estudantes de Direito da USP, afirma em nota de repúdio que Moraes “não se encontrava à altura do cargo de ministro da justiça” e “ainda mais veemente” ao posto de ministro do STF. “Moraes demonstrou ao longo de sua trajetória desrespeito a princípios fundantes da Carta Magna. São constantes declarações e posturas histriônicas e fortemente partidarizadas, o que definitivamente não lhe confere a ‘reputação ilibada’ exigida pelo cargo”, diz trecho do abaixo-assinado.
Conflito de interesses
Segundo os autores do documento, há conflito de interesses na indicação de Moraes. Eles apontam ainda que o próprio ministro da Justiça, em sua tese de doutorado na USP, defendeu que ocupantes de cargos de confiança fossem vedados na indicação para o STF.
Além disso, os estudantes questionam a postura de Moraes diante da crise penitenciária neste ano e lembram que ele foi acusado de ter vazado informações sigilosas sobre investigações da Lava Jato, durante a campanha do então deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP).
O Centro Acadêmico XI de Agosto se posicionou a favor da adoção do modelo de mandato definido para os ministros do STF, como defendido na tese de doutorado de Moraes. E afirmou que deve convocar uma manifestação contra a nomeação do ministro, mas não especificou detalhes do ato.
Com Exame

(Foto: AP Photo/Jeff Chiu)

O refrigerante sem açúcar não oferece nenhuma vantagem em comparação à versão normal da bebida, quando se trata da manutenção de um peso saudável. É isso o que argumentam pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e do Imperial College London, em um artigo publicado na revista “PLOS Medicine” esta semana.
Os refrigerantes “diet”, “light” ou “zero” recebem adoçantes artificiais no lugar de açúcar e são muitas vezes considerados como opções mais saudáveis do que os refrigerantes normais. No entanto, segundo os pesquisadores, consumir um ou outro dá na mesma: não há comprovação científica, de que a versão dietética possa colaborar para a prevenção a obesidade.
Os autores do artigo argumentam que as bebidas dietéticas correspondem a 1/4 do consumo global de bebidas doces, mas eles não são taxados ou regulados com a mesma rigidez que as bebidas com açúcar.
Segundo os especialistas, apesar de conter poucas calorias, as bebidas que contêm adoçantes artificiais podem desencadear consumo compensatório de comida, por estimular os receptores do sabor doce.
O fato de as pessoas terem a impressão de que estão consumindo um produto saudável, com poucas calorias também pode contribuir para a pessoa se sentir liberada para consumir outros alimentos em maior quantidade.
Segundo a pesquisadora Maria Carolina Borges, da UFPel, a falta de evidências científicas sobre a vantagem das bebidas dietéticas deve ser levada em conta na hora de tomar a decisão de consumir refrigerantes “zero” em substituição aos refrigerantes normais.
O grupo defende que o consumo de bebidas dietéticas não seja promovido como parte de uma estratégia de vida saudável.
Com G1

Aedes aegypti espalha novo vírus (Foto: James Saldarriaga/Reuters)
Aedes aegypti espalha novo vírus
(Foto: James Saldarriaga/Reuters)

Segundo a médica pediatra e professora livre docente do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Ana Escobar, o mosquito Aedes aegypti pode estar sendo o vetor de mais um vírus, chamado Mayaro – identificado pela primeira vez em 1954 e que existe em regiões silvestres, ao redor da região Amazônica.
Nas últimas semanas, pesquisadores da Flórida o identificaram no Haiti, em um menino de 8 anos, com febre e dores abdominais. Concluiu-se, portanto, que este vírus pode estar se espalhando pelo continente. “O grande problema é que este vírus, possivelmente tenha se adaptado. Antes era transmitido apenas por mosquitos vetores silvestres e agora aparentemente pode ser transmitido por mosquitos vetores urbanos, que já estão espalhados pelo mundo:Aedes aegypti principalmente, e o Aedes albopictus. Se isso se confirmar, há muitas razões para nos preocuparmos, uma vez que o Aedes está fortemente presente em todo o território nacional. Este vírus provoca uma doença semelhante à chikungunya. Chama-se Febre do Mayaro”, disse a pediatra.
Sintomas 
Os sintomas são muito parecidos com os da dengue e/ou chiKungunya. Começa com uma febre inespecífica e cansaço, sem outros sinais aparentes. Logo após podem surgir manchas vermelhas pelo corpo, acompanhadas de dor de cabeça e dores nas articulações. Os olhos podem também ficar doendo e em alguns casos reporta-se intolerância à luz. São sintomas muito parecidos e por isso a febre do Mayaro pode ser facilmente confundida com dengue ou com chikungunya. No entanto, no Mayaro as dores e o inchaço das articulações podem ser mais limitantes e durar meses para passar.
Diferenciação
Pelo quadro clínico pode ser difícil diferenciar o Mayaro dos outros vírus, salienta ela. “Só os exames laboratoriais específicos é que podem apontar o diagnóstico correto. No menino de 8 anos do Haiti suspeitou-se, inicialmente, de dengue ou chikungunya. Mas os testes vieram negativos e o de Mayaro confirmou ser positivo”.
Vacina ou tratamento específico
A médica alerta que ainda não há nem vacina, nem tratamento específico para o Mayaro.O tratamento é dirigido ao alívio dos sintomas. A evolução em geral é bastante favorável.
Casos confirmados no Brasil
Ana Escobar adianta que casos já foram confirmados no Brasil, entre dezembro de 2014 e junho de 2015, sendo 197 nas regiões Norte e Centro-Oeste, com destaque para os estados de Goiás, Pará e Tocantins. “Todas estas pessoas moravam ou estiveram em área rural, silvestre ou de mata por atividades de trabalho ou lazer. O Estado de Goiás registrou 66 casos até fevereiro de 2016 e o Datasus não possui mais dados atualizados deste ano. Importante salientar que no Brasil a transmissão desta doença limitou-se a regiões de mata. Não há relatos, até o momento, de transmissão urbana”, disse.
Proteção contra o mosquito
A pediatra da USP adianta que as medidas preventivas a serem tomadas pelas pessoas, são as mesmas para os outros vírus e o uso dos repelentes Icaridina, o DEET e o IR 3535, indicados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Com G1 SP

(Foto: Senado Federal)
(Foto: Senado Federal)

O senador mato-grossense José Antônio Medeiros (PSD foi alvo de matéria do site Agência Brasil, por seu comportamento – no mínimo – antiético, arrogante e prepotente, demonstrado em determinada altura da audiência pública da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, para debater a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, realizada no dia 11 (terça-feira). Aprovada em primeiro turno pela Câmara no dia 10, a proposta limita os gastos públicos à inflação do ano anterior.
Confusão
Medeiros pediu a retirada de plenário de um professor que acompanhava a audiência e havia reclamado de sua interferência à fala da economista Laura Carvalho, professora da Universidade de São Paulo (USP), que citou o jantar oferecido pelo presidente Michel Temer a parlamentares no domingo (09), véspera da votação da proposta na Câmara dos Deputados, a qual acabou sendo aprovada em primeiro turno.
Medeiros entendeu que a economista estava criticando a atitude de Temer e rebateu afirmando que a ex-presidenta Dilma Rousseff também dava jantares. Posteriormente, Laura negou que tenha citado o episódio com intenção de crítica ou como sendo relevante para as discussões sobre a PEC 241.
Reação
O fato de o senador interromper a palestrante, no entanto, provocou reação das pessoas que acompanhavam o debate e, na sequência, Medeiros pediu que o respeitassem por ser senador da República. Nesse momento, Francisco Santiago, professor da Universidade Federal do Amapá, levantou-se e discutiu com o parlamentar, afirmando que o cargo “não lhe dava o direito de gritar”.
“O debate estava ocorrendo normalmente, e o senador interrompeu a palestrante de forma muito pouco educada. As pessoas pediram a ele que deixasse a palestrante falar. Inclusive a senadora Gleisi Hoffmann [PT-PR, presidente da CAE] interveio dizendo que depois a fala seria aberta a ele [senador]. Nesse momento, ele começou a gritar com as pessoas do plenário, e eu me manifestei”, relatou Francisco, que também é presidente do Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Amapá.
O senador pediu à segurança do Senado para retirar Francisco do plenário onde se realizava a audiência. De início, o professor pediu para ficar e se sentou. No entanto, após um segundo pedido do parlamentar, Francisco saiu. “Ele pediu para a segurança retirar, e eu falei que não precisava, saí voluntariamente”, afirmou.
Vaiado
Mais à frente no debate, uma outra fala de Medeiros foi vaiada pela assistência, majoritariamente contrária à PEC 241, e Gleisi Hoffmann pediu que não houvesse esse tipo de manifestação. Segundo a senadora, o objetivo da audiência pública foi iniciar uma discussão ampla sobre a proposta no Senado, já que, em sua opinião, não houve debate suficiente na Câmara dos Deputados.
Explicação
Procurado pela Agência Brasil, Medeiros disse que houve tentativa de cercear seu direito à palavra. “O pessoal da assistência vem querer cassar a minha palavra. Eu fiz o contraponto, porque estamos em um debate técnico de uma medida provisória e a palestrante veio falar de jantar no [Palácio da] Alvorada. Todo presidente faz jantar no Alvorada. A presidenta Dilma fez um monte, inclusive para cooptação de votos contra o impeachment”, declarou.
Mais uma
José Medeiros, quando membro da comissão do Impeachment, também cometeu ato similar, quando em uma das sessões, interrompeu a fala do relator, demonstrando certa agressividade.
Por conhecê-lo muito bem, pois é de Rondonópolis, me estranha essas atitudes dele, em razão de que ele sempre teve um comportamento pacífico e amistoso.
O cargo deve estar lhe subindo à cabeça e também as companhias dos colegas de Senado, Aécio Neves e Aloysio Nunes (PSDB), não devem estar lhe fazendo bem.
E é bom que ele reveja esse seu comportamento, já que em 2018 pretende disputar as eleições para deputado federal.
E a “ferveção” nos grupos sociais locais, não foi nada amistosa em relação a essa demonstração de prepotência de sua parte.
Desnecessária, diga-se de passagem!