Taques é o 15º governador em promessas cumpridas

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Apesar de comandar um dos mais ricos estados brasileiros, Taques “está devendo” (Mídia News)

Apesar de estar alinhado com o governo de Michel Temer, Pedro Taques tem “viajado na maionese”, faltando cumprir ainda, 43 das promessas de campanha.
Mato Grosso não é exceção, como mostrou ontem levantamento do G1, sobre cumprimento de promessas por prefeitos e governadores brasileiros, que apontou o governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B) como o primeiro colocado no ranking.
Pedro Taques (PSDB), governador de Mato Grosso, que tentará a reeleição nas eleições deste ano, cumpriu somente 57% do prometido em três anos à frente do Palácio Paiaguás, que envolvem 23 projetos de campanha.
Veja o que Taques cumpriu e o que falta cumprir:
Promessas cumpridas
Criar um Portal de Compras Estadual: Lançado em 2017. O objetivo é automatizar processos de licitação e compras governamentais.
Reduzir o índice de evasão escolar: Em 2015 a evasão escolar foi de 6,4% (21.290 alunos). Já em 2016, esse percentual caiu para 3,9% (16.759 estudantes).
Cobertura total do número de vagas no ensino médio: De acordo com dados do Governo do Estado, em 2016 haviam 218.348 vagas e 165.289 alunos matriculados
Melhorar a infraestrutura nas escolas: Em 2017 foram inauguradas 18 escolas e outras 12 reformadas. Segundo o Poder Executivo, R$ 360 milhões estão previstos em investimentos até o fim de 2018.
Requalificação de imóveis deteriorados: Prevê incentivos para reformas e ampliações residenciais, mas apenas dois municípios firmaram convênio com o Poder Executivo Estadual – Porto Esperidião (322 km de Cuiabá) e Vila Bela da Santíssima Trindade (525 km da Capital)
Implantação do sistema de avalição institucional: A reportagem do G1 afirma que a secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) avaliou escolas dos 141 municípios de Mato Grosso para realizar a “Semana Pedagógica de 2018”.
Programa de pesquisa do estoque pesqueiro do Pantanal: Com início em fevereiro de 2017, o objetivo é realizar um levantamento sobre o cenário pesqueiro do Estado e avaliar os impactos de empreendimentos energéticos junto as populações ribeirinhas.
Criar uma delegacia de fronteira: O governo do Estado inaugurou a delegacia em janeiro de 2017 na cidade de Cáceres (222 km de Cuiabá). O objetivo é que ela funcione como uma agência de inteligência e intensifique o combate ao tráfico de drogas
Divulgar dados utilizados na composição da receita: O objetivo é apresentar de forma detalhada os critérios utilizados no cálculo da estimativa da receita do Poder Executivo e está disponível no site da Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan-MT) desde 2015.
Ampliar o número de vagas no sistema prisional, que em 2015 criou somente 152 novas vagas. O Sistema prisional de Mato Grosso tem 6.362 vagas e 11.340 presos.
Pela metade
Concluir as obras da Copa do Mundo: Entre 2015 e 2017, oito obras foram concluídas. Seis estão em andamento e outras cinco devem ser retomadas em 2018, de acordo com o governo estadual.
Pavimentação de rodovias estaduais: O Poder Executivo afirma que 1.000 km foram pavimentados e 1.400 km recuperados. Durante a campanha, Pedro Taques disse que o trecho entre Tangará da Serra e Porto Estrela (MT’s 358 e 343) deveria ser asfaltado para fazer com que a produção do chamado “Chapadão dos Parecis” chegasse até Cáceres. A obra, porém, não foi realizada.
Concurso para aumentar número de policiais: Taques prometeu em setembro de 2014 mais 10 mil homens, no mínimo, entre policiais militares, bombeiros, delegados de polícia e escrivães. Desde 2015, foram convocados 3.663 profissionais da área de segurança pública.
Não cumpridas
Reduzir em pelo menos 20% os cargos comissionados: Governo reduziu em apenas 7,7%
Construir um ‘Congódromo’: O ‘Congo’ é uma dança de origem africana que é parte do folclore mato-grossense (sobretudo em Vila Bela da Santíssima Trindade). O projeto está pronto, porém, o Governo alega falta de dinheiro para a construção do espaço.
Criação de centros de ressocialização: Duas unidades penitenciárias que deveriam ser entregues em 2017 ficaram para 2018.
Construir 4 Centros de Formação de Atletas: De acordo com o levantamento do G1, o Poder Executivo alegou que o projeto é desnecessário em razão de uma iniciativa do Ministério do Esporte, que prevê convênios diretamente com os municípios.
Adotar o cadastro único de beneficiários de programas habitacionais.
Levantamento geológico e geofísico em Mato Grosso.
Construção de hospitais em Barra do Garças e Porto Alegre do Norte.
Plano de mobilidade metropolitana: O objetivo seria integrar os sistemas de transportes das cidades da Região Metropolitana da Capital: Cuiabá, Várzea Grande, Nossa Senhora do Livramento e Santo Antônio do Leverger. O plano não foi implementado, porém, há um anteprojeto do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) da Região Metropolitana que inclui um plano de mobilidade urbana para a região.
Construir um hospital em Cuiabá: Previsto para ter 350 leitos, o novo Hospital e Pronto-Socorro de Cuiabá deve sair no primeiro semestre de 2018, segundo o Poder Executivo.
Arena da Cavalhada em Poconé: A ‘Cavalhada’ é uma festa tradicional realizada anualmente em Poconé (102 km de Cuiabá) que simula a batalha entre os exércitos Mouro e Cristão. A Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) elaborou um projeto, que precisa ser aprovado pela Secretaria de Estado de Cidades (Secid-MT).

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