Universidade do Cerrado corre o risco de não sair do papel

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UFR não sairá do papel, sob o governo golpista de Temer
(Foto: A TribunaMT)

Em artigo publicado hoje no site MidiaNinja, a professora da Universidade Federal de Juiz de Fora, com Doutorado e Pós-Doutorado pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, e deputada federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT) de Minas Gerais desde 2013, Margarida Salomão, faz um relato preciso do quadro sensível em que se encontram as universidade federais brasileiras, sob o governo golpista de Michel Temer (PMDB).
Conhecedora a fundo da área, não só por ser docente de uma instituição federal, mas também por ter sido reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) durante os governos de Fernando Henrique Cardoso, Margarida Salomão retrata com propriedade o caos em que se encontram diversas universidades federais brasileiras, que – segundo suas palavras -, estão na iminência de interromper suas atividades, de cancelar seu calendário acadêmico, por conta do estrangulamento financeiro imposto pelo governo Temer.
Lembrando que à época de FHC a situação era idêntica à qual se registra hoje, com as instituições de Ensino Superior públicas se virando como podem com orçamentos exíguos, Margarida Salomão se mostra espantada – assim como eu e tantos outros milhões de brasileiros -, por uma situação apática e sem gerar nenhuma forma de escândalo, sob um governo que está desmontando e mudando radicalmente, a cara do Brasil.
Diz a deputada, que estudo conduzido pela Associação Nacional de Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), aponta para um corte de 30% no valor total liberado às universidades e instituições federais de ensino técnico para custeio, além da restrição de 60% no valor designado para investimentos. Na risca do lápis, nada menos que R$ 2,1 bilhões estão retidos pelo governo Temer. Considere-se ainda que o orçamento previsto para o ensino técnico e superior federal, já havia sido reduzido na ordem de 11% entre 2016 e 2017.
Não querendo me aprofundar muito no texto realista e direto de Margarida Salomão, questiono o risco iminente da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR)/ Universidade do Cerrado (UFCer) -, tão buscada e finalmente criada por decreto de Dilma Roussef – em setembro do ano passado (leia aqui)- antes de ser atingida pelo golpe nefasto de Temer e seus cúmplices, ficar só no papel, apesar de serem de Rondonópolis os três senadores de Mato Grosso (José Antonio Medeiros – PSD, Wellington Fagundes – PR e Blairo Maggi – PP), assim como os deputados federais Carlos Bezerra (PMDB) e Adilton Sachetti (PSB).
A implantação da UFR torna-se mais distante ainda, quando lembra Margarida Salomão que a minuta divulgada pela Andifes, alerta para dificuldades que se avizinham para as universidades que já funcionam no País: necessidade de restrição da força de trabalho contratada, dificuldade para pagamento de elementos básicos para funcionamento (como energia elétrica e água), restrição no orçamento para compra de insumos para atividades de aula e para a manutenção dos cursos, paralisação de obras em andamento, além da quase completa interrupção da política de compra de livros para bibliotecas.

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