Usina paranaense irá gerar energia usando lixo orgânico e esgoto

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Usina biodigestora na Alemanha
(Casacor)

Enquanto Donald Trump e seus assemelhados, como o seu baba-ovo Jair Bolsonaro, se opõe ao fortalecimento de políticas ambientais – visando preservar interesses das indústrias americanas -, o Brasil dá um importante passo na produção de energia limpa.
Para tanto, será construída no Paraná a primeira usina de geração de biogás – que transforma os resíduos, em eletricidade – com a finalidade de abastecer residências, a exemplo de unidades do gênero que já operam na Alemanha e na Costa Rica e em outros países da Europa (pioneira nessa área), num total de 14 mil usinas biogestoras.
A usina paranaense terá capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade, com o uso desses resíduos, que irão abastecer cerca de duas mil residências no Estado.
A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e da coleta de lixo que possibilita produzir, além do biogás, também biofertilizante orgânico, se descartando a prática insistente e danosa do uso de fertilizantes químicos.
A estimativa, é que a iniciativa desvie 1000 m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico dos aterros.
No Brasil, o biogás ainda tem uma participação pequena na matriz energética e é contabilizado em conjunto com outros biocombustíveis como o bagaço de cana, constituindo a biomassa responsável por 8,8% da energia gerada no país.
Tomara que outros estados e municípios brasileiros também implantem unidades do gênero, mesmo contrariando interesses de grupos capitalistas ligados à produção de produtos químicos para o setor, que tanto os enriquece ao custo de vidas humanas.
Da Redação com Casacor


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